Maria abre loja e avisa: 'Quero ganhar concurso de melhor pastel de novo'

Após prêmio da Prefeitura, pasteleira inaugura ponto fixo em Pinheiros, mas não abandona barraca

Gabriel Pinheiro, do estadão.com.br

01 de junho de 2010 | 15h55

 

SÃO PAULO - Aos 58 anos, Maria Kuniko Yonaha, recém-chegada a Pinheiros, parece uma celebridade na Rua Fradique Coutinho. Quando entra ou sai da loja que acaba de inaugurar no número 560, as pessoas logo a reconhecem. Enquanto recebia a reportagem do estadão.com.br, foi cumprimentada três vezes. O motivo: teve seu pastel eleito o melhor de São Paulo. Agora, a simpática pasteleira faz questão de exibir o título conferido pela Prefeitura na placa de seu ponto fixo e avisa: "Quero ganhar o concurso novamente neste ano."

 

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A loja tem o clima da feira, apesar do ar-condicionado, televisão LCD e mesinhas de alumínio. Todos os funcionários - entre eles, os filhos da proprietária - vestem o mesmo uniforme daqueles que trabalham na barraca, incluindo boné. Os pastéis são feitos em uma réplica da barraca, com direito a toldo e balcão em aço, no meio do salão. "A arquiteta fui eu. Tudo saiu da minha cabeça", brinca Maria.

 

Na dia da inauguração, última sexta-feira, cerca de 1,5 mil pastéis foram vendidos, pelas contas da pasteleira. No sábado, melhor dia registrado, foram 1,8 mil. "Nem dava para entrar aqui, a gente não parou um segundo. E toda a divulgação foi feita boca a boca", comemora.

 

Assim como nas feiras, o sabor mais vendido foi o que lhe rendeu o título de melhor quitute: carne. "Chamamos ele de pastel Pacaembu. Quando as pessoas ouvem, perguntam o por quê daquele nome, e então dissemos que é por causa do concurso. Aos poucos, nosso pastel de carne muda de nome", comenta Maria.

 

Ao todo, a loja oferece 25 opções, incluindo 4 sabores doces. E o cardápio vai crescer. "Vamos lançar o sabor shiitake (cogumelo tradicional da culinária japonesa) e shoyu com mussarela", adianta. Segundo a pasteleira, no ponto fixo o quitute "é mais recheado". Por isso, sai, em média, um real mais caro em relação ao comprado na feira -- os sabores mais baratos, carne e queijo, custam R$ 3,50; os mais caros, chamados especiais, R$ 8.

 

Maria conta que quem come pastel na barraca também vai à loja. "Muitos clientes vieram provar aqui também, me cumprimentar. É essa amizade que me faz continuar na feira. A barraca não foi esquecida". O Pastel da Maria segue nas feiras da cidade, de terça a domingo (veja aqui endereços). De segunda a sexta, a loja funciona das 10h às 21h. Aos sábados, das 10h às 19h.

 

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