Marginal: empresas tentam mudar restrição a caminhão

A seis dias do início das multas, setor de cargas vai se reunir com Prefeitura; placas na via já falam da proibição

CAIO DO VALLE , FELIPE TAU / JORNAL DA TARDE, O Estado de S.Paulo

24 de fevereiro de 2012 | 03h04

Menos de uma semana antes do início da fiscalização à restrição de caminhões na Marginal do Tietê, a Prefeitura dá sinais de que as regras podem novamente mudar. Representantes do setor de cargas devem se reunir hoje com o prefeito Gilberto Kassab (PSD) ou o secretário municipal dos Transportes, Marcelo Cardinale Branco para tentar negociar aspectos da proibição, cujas multas começam na quinta-feira.

As medidas foram anunciadas em novembro por Kassab e logo sofreram modificação. No mês seguinte, poucos dias antes de a restrição entrar em vigor, foram acrescentados trechos de vias que inicialmente não integravam o mapa da proibição. Outros foram excluídos.

A Prefeitura também voltou atrás em relação à data de início da fiscalização. Programada para janeiro, acabou adiada para 1.º de março. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a decisão foi tomada para que o setor de transportes de cargas tivesse tempo de se adequar. Procurado ontem, o órgão não se manifestou sobre eventuais novas mudanças.

Além da Marginal, as Avenidas Marquês de São Vicente, Salim Farah Maluf, Professor Luiz Inácio de Anhaia Mello, Juntas Provisórias, Tancredo Neves e do Estado devem ser afetadas pela restrição. Desde seu anúncio, no entanto, várias reuniões entre Prefeitura, Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (Setcesp) e entidades ligadas a supermercados e indústrias têm tratado da questão - entre os pontos debatidos está a abertura de estabelecimentos comerciais na madrugada, para recebimento da carga em horários permitidos pela Prefeitura.

Ontem, caminhoneiros autônomos decidiram se retirar da negociação com a Prefeitura. E discutem a realização de uma manifestação. "Prefeitura restringir a circulação na Marginal do Tietê sem que o Rodoanel Leste esteja concluído sacrificará a categoria", informou o Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens do Estado de São Paulo (Sindicam).

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