Marcola não acompanhará depoimentos sobre ataques do PCC

Nesta sexta, vão depor 77 pessoas a favor dos 19 acusados de participar dos ataques de maio de 2006

Tatiana Fávaro, de O Estado de S. Paulo,

12 de setembro de 2008 | 10h35

O advogado Ayrton Bicudo, que representa Marcos Willians Herbas Camacho (o Marcola), suposto líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), chegou por volta das 8h40 ao Fórum de Jundiaí. No local serão ouvidas nesta sexta-feira 77 testemunhas de defesa no processo sobre a morte do policial militar Nilson Pinto, morto durante os ataques atribuídos à organização criminosa, que atingiram todo o Estado de São Paulo em maio de 2006. Bicudo confirmou que Marcola não comparecerá à audiência.   Veja também: Testemunhas de defesa depõem sobre ataques do PCC em SP Governo vai apurar falta de 'tropa' do PCC a audiências SP transfere 100 chefes do PCC para deter ataque Para Mendes, só deveriam estar presos os que já foram julgados STF solta 'tropa de choque' do PCC por atraso no processo STF foi unânime na libertação da 'tropa de choque' do PCC Ministros não tinham opção, dizem juristas     De acordo com o advogado de Marcola não há provas de participação de seu cliente nesse processo. "Deveria se investigado o modo como foram colhidos os depoimentos", disse Bicudo.   O capitão da PM Aloysio de Queiroz Júnior, comandante da operação de segurança na região central da cidade, informou que pelo menos 150 homens da corporação estão mobilizados para conter curiosos, orientar o trânsito e garantir a segurança dos comerciantes.   Diferentemente de outubro de 2007, quando 14 de 19 acusados foram ouvidos na cidade, o clima nas proximidades do fórum é bastante tranqüilo. Menos de 20 pessoas aguardam a chegada das testemunhas. O comércio funciona normalmente e o trânsito flui sem problemas. O posto da Previdência Social, que permaneceu fechado quando Marcola esteve em Jundiaí no ano passado, também funciona nesta sexta-feira.

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