Paulo Liebert/Estadão
Paulo Liebert/Estadão

Marcola e outras 12 lideranças do PCC deixam prisão de rigor máximo

Transferência ocorreu por causa do decurso do prazo máximo de 360 dias em que os detentos podem ficar em regime disciplinar

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

11 Dezembro 2017 | 19h17

SOROCABA - O detento Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, considerado o chefe principal da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) deixou nesta segunda-feira, 11, o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) do Centro de Readaptação Penitenciária de Presidente Bernardes, no interior de São Paulo. Ele e outros 12 presos ligados à facção foram levados de volta à Penitenciária Maurício Henrique Guimarães Pereira, a P2, em Presidente Venceslau, na mesma região.

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De acordo com a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), a transferência ocorreu em razão do decurso do prazo máximo de 360 dias em que os presos podem ficar em regime disciplinar especial, conforme a legislação brasileira. 

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O RDD é o regime mais rigoroso do sistema prisional brasileiro. Marcola e os outros presos foram transferidos para o "castigo" após as investigações realizadas pelo Ministério Público Estadual e Polícia Civil no âmbito da Operação Ethos, que apurou um esquema de envolvimento criminoso entre advogados e integrantes da facção. Na ocasião, ao menos 30 advogados foram presos.

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No regime diferenciado, os presos ficam em celas individuais, sem acesso a qualquer meio de comunicação e sem direito a visita íntima. Eles não têm contato entre si, nem com visitantes. O banho de sol é restrito a duas horas por dia.

De acordo com a SAP, a transferência foi realizada sem incidentes. A P2 de Presidente Venceslau é unidade de segurança máxima e está com 813 presos, abaixo da capacidade de 1.280 detentos.

 

Assassinato

No último dia 5, o traficante de drogas Edilson Borges Nogueira, o Biroska, foi assassinado a golpes de estilete na P2. Ele havia sido um dos líderes e financiadores do PCC, tendo chegado à cúpula da organização criminosa. Dois outros presos foram acusados pelo crime.

O assassinato aconteceu em meio à revelação feita pelo procurador de Justiça Márcio Sérgio Christino de que Marcola teria sido informante da polícia, entregando antigos líderes da facção para assumir o poder.

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