Marcola é absolvido de participação na morte de dois presos em 2001

Líder e outro integrante do PCC foram a júri popular na terça-feira; eles eram acusados de ordenar assassinatos durante rebelião

Felipe Tau, O Estado de S. Paulo

08 de agosto de 2012 | 08h50

SÃO PAULO -Marco Wilians Herbas Camacho, o "Marcola", um dos líderes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), e Orlando Mota Junior, conhecido como "Macarrão",  foram absolvido na tarde de terça-feira, 7, de ter participado do homicídio de dois presos em 2001. O crime aconteceu no Centro de Detenção Provisória II, no Belém, zona leste de São Paulo.

No julgamento, ocorrido no 1º Tribunal do Júri do Fórum da Barra Funda, na zona oeste da cidade, o conselho de sentença acatou a tese da defesa e da própria promotoria, que entenderam não haver provas suficientes para incriminar os acusados.

Marcola e Macarrão eram acusados de mandar matar dois homens da facção Amigos dos Amigos (ADA), ligada ao Comando Revolucionário Brasileiro da Criminalidade (CRBC), rival do PCC em São Paulo. O crime ocorreu durante a primeira megarrebelião patrocinada no Estado pelo PCC, ocorrida em 18 de fevereiro de 2001.

Os dois líderes do PCC haviam sido denunciados pelo promotor Mauricio Antonio Ribeiro Lopes, em agosto de 2005. Segundo a denúncia, Marcola e Macarrão ordenaram o assassinato de Júlio César da Silva e Flávio Barbosa Rodrigues.

As mortes de Rodrigues e de Silva foram consideradas pelo Ministério Público Estadual (MPE) na época homicídios quadruplamente qualificados, pois foram cometidas por meio cruel, com motivo torpe (desavença na cadeia) e fútil (para mostrar que quem mandava na prisão era o PCC), sem que as vítimas tivessem chance de defesa. 

   

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