Marcha da Liberdade reúne 5 mil em São Paulo

Ato ocorre sem incidentes e apenas dois skinheads teriam sido detidos por chutar o veículo de uma emissora de TV; polícia liberou manifestação com condição de grupo não fazer menção à maconha

Luciana Fadon Vicente, da Central de Notícias

28 de maio de 2011 | 14h41

Cerca de 5 mil pessoas participam da Marcha da Liberdade, de acordo com os organizadores, e ocorre sem incidentes graves até o momento, neste sábado, 28, na capital paulista. Segundo testemunhas que participaram do ato, dois skinheads foram detidos por chutar  veículo de uma emissora de TV, que registrava o ato. A organização diz que houve uma prisão apenas. A marcha partiu do vão livre do Masp, por volta das 16h, em direção à Praça da República. Cerca de 250 policiais militares acompanharam o grupo.

A concentração para o ato começou por volta das 13h30 e seguiu pela Avenida Paulista e Consolação.Segundo Juliana Machado, uma das organizadoras, houve negociação com a Polícia Militar para que, mesmo com a proibição judicial, a manifestação ocorresse. A condição imposta é que não haja menção à liberalização da maconha. Com uma resposta irônica à proibição, parte dos manifestantes gritavam "Ei, polícia, pamonha é uma delícia". Apenas algumas pessoas entoaram gritos pela legalização da maconha, mas a PM ignorou os coros isolados.

Veja também:

link As fotos da Marcha da Liberdade

Participante da marcha exibe cartaz aos policiais militares no vão livre do Masp

 

Os policiais fizeram um cordão de isolamento no vão do Masp para separar os manifestantes da calçada. Em um vídeo transmitido ao vivo pela internet, manifestantes distribuíam flores para pessoas que passavam pelo local e também para os policiais. Segundo a organizadora, o clima no local é "muito bom". Policiais também estão filmando o ato. O ato deste sábado tem como proposta a ampla defesa do direito de liberdade de expressão. Eram aguardados grupos variados, como movimento negro, mulheres que defendem a legalização do aborto e ciclistas que lutam por mais espaço no trânsito da metrópole.

 

Em nota divulgada neste sábado, os organizadores do protesto afirmavam que a marcha iria acontecer mesmo com a proibição judicial imposta nesta sexta-feira, 27, pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). A decisão com base nos mesmo argumento que proibiram a Marcha da Maconha, a apologia às drogas e ao crime. No sábado passado, 21, a marcha terminou em confusão entre manifestantes e policiais.

Texto atualizado às 19h

 

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