Evelson de Freitas/AE
Evelson de Freitas/AE

Marcha da Liberdade reúne 2 mil pessoas em SP

Diversos grupos protestaram sobre temas como o Código Florestal e direitos LGBT. Pessoas foram convidadas para a Marcha da Maconha, em 2 de julho

Marcio Claesen, William Cardoso e Priscila Trindade,

18 de junho de 2011 | 15h46

De acordo com a Polícia Militar, cerca de duas mil pessoas acompanharam a Marcha da Liberdade na Avenida Paulista este sábado, 18, na região central de São Paulo. O ato teve início às 16h10 na frente do Masp e encerrou-se às 18h45 na Praça Osvaldo Cruz.  Nenhum usuário foi flagrado usando entorpecente e não houve nenhum incidente no evento, segundo informações da PM. O ato interditou três faixas da direita da via, no sentido Consolação, segundo informou a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

O evento nasceu depois da repressão policial à marcha da maconha, realizada no dia 28 de maio. Além da descriminalização da maconha, o ato é a favor da liberdade de expressão e contra a violência policial. Inúmeros tipos de manifestação são vistos na avenida. Desde protestos contra a construção da Usina em Belo Monte a reações contrárias ao novo Código Florestal. Pessoas favoráveis aos direitos LGBT e contra os preços abusivos das passagens de ônibus na capital paulista contribuíram com o amplo leque de protestos na marcha.

Mais de 110 movimentos sociais participaram do evento. O que uniu esse grupo tão heterogêneo presente na Marcha foi o pedido para que durante manifestações populares não sejam usadas armas pela polícia.

Em São Paulo, a Marcha da Liberdade foi organizada pela Marcha da Maconha SP, o Coletivo Desentorpecendo a Razão (DAR), o circuito Fora do Eixo, integrantes do Movimento Passe Livre (MPL), Organização Popular Aymberê (OPA), Coletivo Intervozes, Centros Acadêmicos, Tribunal Popular, Comitê contra o Genocídio da População Negra, movimento LGBT. Estavam previstas para hoje marchas simultâneas pela liberdade em todo o país.

A determinação da Polícia Militar é evitar confrontos. O major Marcelo Pignatari, responsável pelo policiamento no local, relatou à reportagem que o policiamento esteve no local "para garantir a segurança dos manifestantes". A Polícia Militar levou à avenida um efetivo de 130 homens a pé, 30 da ROCAM - Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas e 40 policiais que já fazem rotineiramente o patrulhamento da região.

Cinco câmeras foram usadas pela polícia com o objetivo de flagrar eventuais delitos e também para registrar as ações da polícia. A intenção, segundo o major, seria "abordar quem estivesse usando drogas da forma que for possível, mas com segurança. O que foi assegurado é o direito à manifestação". Gritos de manifestação, cartazes e faixas não seriam coibidos.

A jornalista Gabriela Moncau, 22 anos, uma das organizadoras da Marcha da Liberdade e da Marcha da Maconha afirmou que "uma outra pauta da marcha é a regulamentação que impeça o uso de armas pela Polícia Militar durante manifestações públicas. Temos, inclusive, uma audiência pública agendada para 30 de junho na Assembleia Legislativa".

Todos foram convidados para participar da Marcha da Maconha, que será realizada em 2 de julho na mesma avenida, na frente do Masp. Gabriela acredita que "se da última vez (a última Marcha da Maconha, em maio passado), mesmo com a proibição tivemos duas mil, esperamos que agora tenhamos muito mais. As pessoas estão com o grito entalado na garganta".

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