Maquinista nega heroísmo em acidente

O maquinista Edinalvo Delmiro da Silva, de 40 anos, negou ontem ter sido um herói por ter conseguido parar o trem antes que ele atingisse a cerca de 90 km/h o ônibus que havia caído do viaduto em São Caetano do Sul. Ele passou todos os méritos para o passageiro do ônibus que o avisou do problema.

Renato Machado, O Estado de S.Paulo

11 de junho de 2011 | 00h00

"O herói foi o rapaz que veio correndo na minha direção. Ele sinalizou pra mim quando eu estava a cerca de 200, 250 metros do ônibus e aí consegui parar. Eu só encostei no ônibus, só acabei empurrando", disse, na manhã de ontem, ao lado do governador Geraldo Alckmin (PSDB), durante a entrega de novos trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

Silva trabalha há 15 anos na CPTM, 11 como maquinista. Ele conta que precisou acionar o freio de emergência algumas vezes, mas nunca em uma situação como essa. Alckmin ressaltou o feito de Edinalvo - a quem chamou de "Edinaldo" pelo menos por três vezes. "Com sua habilidade, sua formação profissional, ele conseguiu segurar o trem evitando uma grande tragédia."

O maquinista usava adesivo do movimento de greve da CPTM, que acabou retirado durante a aglomeração do evento. Em seguida, ele próprio comentou a greve e disse esperar que o governador tenha "sensibilidade" em relação ao salário dos profissionais.

Vítimas. Seis das 16 pessoas feridas no choque anteontem entre o trem da CPTM e o ônibus permaneciam internadas na noite de ontem. De manhã, a Prefeitura divulgou o nome de outra vítima: Simone Aparecida Davi Fernandes, de 29 anos, grávida de 4 meses.

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