Mapa indica áreas com risco arqueológico

O mapa digital facilita, mas também impõe restrições às redes. Qualquer escavação no subsolo da região do Pátio do Colégio, por exemplo, deve ser acompanhada por um arqueólogo. Nesse caso, a exigência é explicada pela importância histórica do endereço - foi lá que a cidade começou a ser construída, há 457 anos.

O Estado de S.Paulo

16 Outubro 2011 | 03h02

Levar água e esgoto a bairros próximos das Represas Billings e do Guarapiranga, ambas na zona sul, também é uma ação restrita. Só é autorizada com ordem judicial, uma vez que a legislação ambiental proíbe intervenções em áreas de manancial.

A atenção durante as escavações não é excesso de zelo. Em outubro de 2009, a reurbanização do Largo da Batata, em Pinheiros, na zona oeste, teve de ser paralisada por causa de uma descoberta durante a obra: um sítio arqueológico guardava vestígios das primeiras aldeias indígenas da capital.

Por determinação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), um estudo foi realizado no local e peças históricas foram recuperadas. A superintendente do órgão em São Paulo, Anna Beatriz Galvão, explica que toda grande obra de reurbanização deve ter licença do Iphan. "Esse mapa será mais um instrumento para o nosso trabalho." O arqueólogo Rossano Bastos também considera a iniciativa um avanço. "Ela pode aumentar a rede de proteção dos vestígios arqueológicos."/ A.F.

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