Mapa aponta 7 áreas inseguras na USP

Um mês após morte, professores e alunos ainda consideram rondas da PM insuficientes; Praça do Relógio é um dos locais que preocupam

Caio do Valle e Felipe Tau, O Estado de S.Paulo

18 de junho de 2011 | 00h00

O câmpus da Universidade de São Paulo (USP) no Butantã, zona oeste da capital, tem sete áreas inseguras, em que há riscos de assaltos e furtos de automóveis. O levantamento, apresentado ao Conselho Gestor da instituição, foi elaborado antes do assassinato do estudante Felipe Ramos Paiva, no estacionamento da Faculdade de Administração, Economia e Contabilidade (FEA), há um mês.

Entre os locais apontados no mapeamento, realizado pelo Centro de Planejamento e Controle, estão quatro áreas próximas de portarias, a Praça do Relógio, que fica perto de agências bancárias, e o Parque Esporte para Todos, ao lado do prédio da Física.

O diretor de operações e vigilância do câmpus, Ronaldo Pena, diz que a Guarda Universitária tem trabalhado de forma preventiva. "Já estamos atuando nesses pontos", afirma. Cerca de 100 mil folhetos informativos, com dicas de segurança, estão sendo distribuídos.

A USP informou, por meio de nota, que o mapa foi apresentado ao Conselho Gestor "apenas como exemplo do que se pretende fazer". A instituição não deu prazo para que a "forma definitiva" desse levantamento seja divulgada. A universidade afirmou ainda que só se manifestará sobre a segurança no câmpus após a formalização do protocolo de atuação da Polícia Militar.

Insegurança. Apesar de viaturas da PM já circularem pelo câmpus, alunos e professores acham que a ronda ainda é insuficiente. Eles afirmam que a falta de iluminação, a grande área do câmpus e a presença de terrenos com mato facilitam a ação dos criminosos. Esses elementos são observados em algumas das áreas de risco. A instituição diz que a iluminação será reformulada.

Professor do Departamento de Administração da FEA, Moacir de Miranda Oliveira Júnior, de 48 anos, disse que a sensação ainda é de insegurança. "O policiamento aumentou, mas as pessoas ainda estão sensíveis ao que houve. É difícil ter uma reunião em que não sejam discutidas medidas de segurança." Já Fernando Augusto Dias de Carvalho, de 19 anos, que estuda Administração, disse que adotou medidas preventivas. "Quando saio mais tarde, vejo se tem pessoas indo para o mesmo lugar e vou junto."

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