VICTOR VIEIRA/ESTADÃO
VICTOR VIEIRA/ESTADÃO

Manutenção de contratos será outra prioridade da transição, diz Doria

Tucano participou de missa na zona leste neste domingo; prefeito eleito terá novo encontro com Haddad na semana que vem

Victor Vieira, O Estado de S. Paulo

16 de outubro de 2016 | 23h38

SÃO PAULO - A manutenção de contratos - de serviços como varrição de ruas, limpeza e seguranca - serão outra prioridade na transição de governos, informou o prefeito eleito João Doria (PSDB) neste domingo, 16. O tucano já havia indicado que as finanças municipais eram o ponto de partida da passagem da atual para a nova gestão . Pela proximidade da estação chuvosa, o planejamento de ações anti-enchentes é outro assunto de destaque na pauta 

"Vamos avaliar os contratos para que não haja interrupção nos serviços, como de limpeza e varricao, durante a transição", afirmou Doria (PSDB), após participar de missa na Catedral São Miguel, em São Miguel Paulista, na zona leste da capital. "E avaliar se há algum outro contrato que circunstancialmente esteja sendo finalizado em dezembro, para haver uma prorrogação."

A transição começa oficialmente nesta segunda-feira, 17. O grupo do PSDB vai usar um andar de prédio da Caixa Econômica Federal, no centro, para essas atividades. O mesmo local foi utilizado na transição entre Gilberto Kassab (ex-DEM  e atual PSD) e Haddad, há quatro anos. O secretário de governo petista, Chico Macena, e o coordenador da equipe de Doria, Júlio Semeghini se reúnem nesta semana. Na semana seguinte, Haddad e o tucano farão novo encontro. O futuro prefeito também pretende despachar desse prédio.

Doria ainda reafirmou sua promessa de aumentar a velocidade das marginais do Tiete e do Pinheiros. "O único ponto que vamos analisar são áreas de acesso transversal nas marginais, ou seja, nas vias internas. Onde houver  situações que mereçam uma análise de velocidade a 50 (quilômetros por hora), poderemos analisar. Mas sempre pontualmente", disse. Sobre o secretariado, ele não quis adiantar ou confirmar nomes. "A gente começa a anunciar em novembro."

Oração. A missa em São Miguel foi a primeira agenda pública de Doria após voltar de Buenos Aires, para onde fez sua primeira viagem internacional como prefeito eleito de São Paulo. O padre Geraldo Antônio Rodrigues exaltou a visita. "Ele não veio porque precisa de nós, mas porque é um homem de fé", disse.

Doria acompanhou a missa do altar, leu uma passagem bíblica e foi homenageado por moradores da região. Em mensagem aos fiéis, prometeu governar para "os mais humildes" e foi aplaudido. Ao final da cerimônia, aceitou todos os pedidos de selfie e abraços por quase vinte minutos.

Em São Miguel Paulista, tradicional reduto petista, Doria teve 46,14% dos votos válidos nas eleições. Nesse distrito, Haddad havia vencido o também tucano José Serra em 2012 nos dois turnos.

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