'Mansão' de traficante é saqueada

Enquanto a polícia deixava livre o auxiliar de cozinha Julio César, soldados do 16.º Batalhão da PM prendiam na mesma Rua Joaquim de Queirós, na Grota, o garçom Paulo Roberto de Oliveira, de 23 anos. Ele contratou uma Kombi de transporte de passageiros para uma mudança.

Marcelo Auler e Gabriela Moreira, O Estado de S.Paulo

30 de novembro de 2010 | 00h00

Carregou nela a janela de alumínio, mesa de tampo de vidro e cadeiras retiradas da casa da Rua São José, onde morava Alexander Mendes da Silva, o Polegar, chefe do tráfico no Morro da Mangueira que se escondia no Complexo do Alemão.

Oliveira mora em outra parte do complexo e só foi à Grota quando soube da possibilidade de saquear a casa abandonada às pressas pelo traficante.

Outras casas abandonadas por fugitivos foram saqueadas por completo, como o sobrado de três andares do traficante Gigante. Pela manhã, Cristina Pontes, de 53 anos, ainda procurava alguma coisa para levar: "Achei uma laranja, queria achar dinheiro. Caramba, encontrei R$ 0,25, vou levar."

Na sequência, pegou uma garrafa de 5 litros de Chivas Regal. "Vou levar para colocar com água na geladeira, fica chique." Um policial militar, porém, acabou com seus planos ao tirar-lhe a garrafa na rua.

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