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Mansão da família Abdelmassih vai a leilão por R$ 18 milhões

Localizada nos Jardins, bairro nobre de São Paulo, imóvel tem quatro andares com SPA, sala de cinema, piscina e sala de ginástica

O Estado de S.Paulo

18 Novembro 2016 | 12h44
Atualizado 18 Novembro 2016 | 20h44

SÃO PAULO - Uma mansão da família do ex-médico Roger Abdelmassih, com mais de dez vagas de garagem e uma sala de cinema, localizada nos Jardins, região nobre paulistana, vai a leilão por R$ 18,4 milhões. 

A decisão da Justiça envolve uma ação de 2009, movida por uma antiga paciente da clínica de Abdelmassih. Ela pediu indenização, alegando não ter recebido o tratamento de fertilização no valor de R$ 137 mil, atualizado pela Justiça em abril deste ano. A informação foi revelada pelo site G1.

O leilão da mansão de quatro andares é feito pelo site Lut. Ali, é possível ver que o imóvel tem spa, piscina, três suítes, espaço gourmet e churrasqueira.

Os primeiros lances terão início no dia 22. Se não houver interessados, o leilão seguirá até 16 de dezembro. O imóvel chegou a ser parcialmente leiloado em 2015 - ninguém se interessou.

A mansão pertence ao médico Vicente Ghilardi Abdelmassih, filho do ex-médico Roger Abdelmassih, e a outras quatro irmãs. O patrimônio ficou como herança da ex-mulher de Roger e mãe de Vicente, Sônia. O filho detinha 1% da clínica do ex-médico.

Por pertencer a Vicente e outras quatro irmãs - que não estão no processo -, parte do valor arrecadado com a venda da mansão será revertida para quitar a dívida. Dos R$ 18 milhões, serão depositados em juízo para pagamento da dívida cerca de R$ 3,6 milhões, valor correspondente à parte de Vicente. Após ser pago o débito, o restante poderá ser resgatado pelo filho de Roger. 

A mansão não está vazia, segundo o advogado de Vicente, mas, por falta de pagamento, os atuais inquilinos já receberam ordem de despejo e devem sair do casarão.

Prisão. O ex-médico de 72 anos cumpre pena no Presídio de Tremembé, no interior paulista. Apesar da sentença de 181 anos de prisão, por lei só ficará preso por 30 anos. Inicialmente, foram registrados 26 casos de pacientes que acusavam Abdelmassih de estupro. Os relatos das vítimas diziam que os abusos aconteciam durante as consultas na clínica de fertilização do ex-médico.

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