Manobrista serve como intermediador

Manobristas são apontados como os intermediadores entre policiais e donos de bares e restaurantes. A abordagem aos prestadores de serviço de valet geralmente parte de quem já é pago para vigiar a cidade.

O Estado de S.Paulo

17 de junho de 2012 | 03h02

Donos de restaurantes nos Jardins e no Itaim-Bibi, ambos na zona sul, afirmam que o trabalho de policiais fazendo bico aumentou. "Muitos lugares já trabalhavam assim, mas eu só passei a contratar um (policial) agora, com essa onda (de arrastões)", conta o sócio de um estabelecimento nos Jardins, que preferiu não se identificar.

Ele diz que os manobristas costumam ser assediados por policiais que atuam, em geral, no próprio distrito policial que atende o bairro - no caso dos Jardins, o 78.º DP. "Eles (policiais e manobristas) se conhecem de quando as viaturas passam (em patrulha). Depois, ocorre o contato. O manobrista é a ponte, é assim em vários lugares", conta. "A gente paga imposto, é lamentável que isso tenha de ocorrer."

Prevenção. Os valets são considerados fundamentais para a segurança dos estabelecimentos. O treinamento desses profissionais para observar suspeitos é, até, um dos pontos indicados pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) para prevenir arrastões.

No projeto-piloto da Polícia Militar, eles estão entre os profissionais que vão passar por palestras para implementação do programa Vizinhança Solidária. O projeto vai estrear no Itaim-Bibi. As primeiras reuniões entre empresários do setor e policiais devem ocorrer ainda nesta semana. Bairros na região do ABC paulista que adotaram o plano chegaram a ter índice zero de roubos. / A.F., A.R. e D.G.

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