Manobrista é preso após bater carro a 80 km/h e provocar uma morte em SP

Funcionário de um valet que prestava serviço para o Bar Brahma havia bebido duas latas de cerveja e teve prisão preventiva decretada; outras três pessoas ficaram feridas no acidente

Ludimila Honorato e Fabio Leite, O Estado S. Paulo

05 Novembro 2017 | 14h48

SÃO PAULO - O manobrista Renato Bosco Santos, de 28 anos, foi preso na madrugada deste domingo, 5, após provocar um acidente de trânsito que resultou na morte do jornalista Thyago Gadelha Chaves, de 36 anos, e deixou outras três pessoas feridas no centro de São Paulo.

Funcionário de um valet que presta serviço para o Bar Brahma, no centro da capital, Santos admitiu durante audiência de custódia na Justiça ter bebido duas latas de cerveja antes de pegar uma Range Rover de um cliente do bar e acelerado o veículo a 80 km/h pela Rua Conselheiro Nébias, no bairro Santa Ifigênia, onde bateu em um Chevrolet Onix, com quatro pessoas, na esquina com a Rua dos Gusmões, por volta da 1h.

Segundo a Polícia Militar, o manobrista exibia sinais de embriaguez, como odor etílico, voz pastosa e olhos avermelhados. De acordo com a Polícia Civil, o teste de bafômetro detectou 0,34 miligramas de álcool por litro de ar, o que já o enquadraria em crime de trânsito. 

O jornalista Thyago Gadelha Chaves morreu no local. O Corpo de Bombeiros encaminhou duas pessoas conscientes para a Santa Casa e a terceira vítima, Leila Cavalcante Monteiro, foi levado  pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) com lesões mais graves para o pronto-socorro do Hospital das Clínicas. 

Preventiva. Santos foi detido na hora  e levado para audiência de custódia no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste, onde a juíza Maria Paula Cassone Rossi decretou a prisão preventiva do manobrista alegando que  “se trata de delito que afronta a garantia da ordem pública, resultando, inclusive, no óbito de uma das vítimas e lesões ao motorista e outros passageiros do veículo” e que houve “ousadia derivada do uso de álcool durante o trabalho como manobrista de veículos bem como ingresso em via pública em velocidade incompatível”. 

A tragédia chocou amigos e familiares do jornalista. “Infelizmente ele sofreu um acidente de carro essa madrugada e não resistiu. Foi pro céu o meu irmão e deixou os amigos e familiares cheio de saudades”, escreveu o médico Allan Gadelha no perfil do irmão no Facebook. 

Em nota, o Bar Brahma disse que "lamenta o ocorrido e se solidariza com todos os envolvidos e familiares". Segundo o estabelecimento, "o serviço de vallet do bar é prestado por uma empresa terceirizada que poderá esclarecer mais detalhes sobre o sucedido".

Também em nota, a empresa White Service, responsável pelo serviço de valet do bar e para a qual o manobrista trabalhava, disse que "lamenta muito o ocorrido" e que "o funcionário envolvido no acidente sempre desempenhou um bom comportamento e nunca apresentou problemas". A empresa informou ainda que "irá arcar com todas as responsabilidades legais e se coloca à disposição para mais esclarecimentos".

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