Manifestantes vão denunciar agressões da polícia à corregedoria da PM

Articuladores dos Movimento Passe Livre (MPL), do Juntos! e da Assembleia Nacional de Estudantes-Livre (Anel) querem localizar policiais infiltrados na manifestação

Bárbara Ferreira Santos,

16 Junho 2013 | 14h05

Integrantes do Movimento Passe Livre (MPL), do Juntos! e da Assembleia Nacional de Estudantes-Livre (Anel) vão levar à corregedoria da PM imagens da repressão policial e, principalmente, dos oficiais infiltrados na manifestação.

"Há policiais que querem criar tumulto e quebra-quebra para culpar o movimento. Faremos um protesto pacífico e essa continua sendo a nossa orientação", afirmou Maurício Costa Carvalho, do Juntos!, que aparece em vídeo divulgado pelo Estado conversando sobre o trajeto do protesto de quinta-feira passada com o tenente-coronel Ben Hur Junqueira Neto e recebendo parabéns do oficial minutos antes do avanço da Tropa de Choque.

O ato está marcado para as 17h desta segunda-feira, no Largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste da capital.

"Nós estamos orientados nesta próxima manifestação a identificar e a denunciar todos os provocadores da polícia", afirmou Carvalho.

"Nós não temos orientação de quebra-quebra e de confronto. Ficou evidente que em todos os momentos que isso aconteceu teve a ver com uma postura repressiva da polícia", afirmou Carvalho.

Após a ação da polícia no último protesto, a equipe que organiza as estratégias para segunda-feira afirmou que a reivindicação passou a ir além da redução da tarifa de ônibus. "O transporte é a nossa pauta central, mas essa luta é da juventude, que nem sempre se organiza para combater a repressão", disse Arielli Tavares Moreira, da executiva nacional da Anel.

"Não vamos aceitar a praça de guerra que aconteceu da última vez, em que se criou um clima de terror. As pessoas foram presas por portar vinagre e mais de 200 foram detidas sem prova por parte da Polícia Militar. Isso é um procedimento irregular e não vamos deixar que se repita", disse Arielli.

Os militantes contaram que pretendem promover desta vez uma "radicalidade pacífica". "A gente tem de aproveitar este momento histórico da cidade de São Paulo e do Brasil e vamos ocupar as ruas das cidades que nós construímos", afirmou Mayara Vivian, militante do MPL.

Polícia. Na sexta-feira, o comandante-geral da Polícia Militar, Benedito Roberto Meira, afirmou que vai colocar a Tropa de Choque na rua para evitar descontrole de manifestantes e vandalismo. "Não sabemos quais serão a dimensão e a magnitude da manifestação. Preciso da Tropa de Choque", afirmou o coronel.

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