DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO
DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO

Manifestantes se reúnem no centro de SP pelo passe livre no transporte

Grupo, que ocupa imediações do Teatro Municipal nesta quarta, deixou as ruas no início deste ano depois de não conseguir reverter aumento

Marco Antônio Carvalho, O Estado de S. Paulo

26 de outubro de 2016 | 18h30

Estudantes e ativistas fizeram um ato na noite desta quarta-feira, 26, pelo passe livre no transporte público da cidade. O grupo se reuniu nas imediações do Teatro Municipal por volta das 18 horas e seguiu por ruas do centro de São Paulo. A Polícia Militar acompanhou de perto os manifestantes.

Cerca de 100 pessoas chegaram, às 19h50, à sede da Câmara Municipal, no Viaduto Jacareí, Bela Vista. No caminho,  passaram pela Praça da República e pela Avenida São Luís empunhando faixas e cartazes e cobrando a gratuidade do serviço. Na Câmara, diante de policiais portando escudos, posicionaram catracas feitas com jornal e atearam fogo nos objetos. A corporação acompanhou todo o trajeto com motos e viaturas. O ato, pacífico, terminou às 20h30, em frente à Câmara. 

Às 18 horas, o movimento não reunia mais de 50 pessoas e, com faixas estendidas na calçada, aguardava maior adesão. O grupo, que age com o lema "nenhum direito a menos, nenhum centavo a mais", acabou deixando as ruas no início deste ano após não conseguir reverter o aumento implementado desde janeiro.

Agora, eles iniciam uma nova jornada com reivindicações sobre o tema. A militante Letícia Cardoso, de 21 anos, disse que o ato marca a mobilização nacional pela tarifa zero. "É uma atividade para demarcar nossa reivindicação sobre o assunto", disse.

Em sua página oficial no Facebook, o Movimento Passe Livre diz que a "tarifa no transporte limita quem pode circular pela cidade e pesa cada vez mais no bolso". "Um transporte realmente público é um direito de todas e todos e não pode ser só um privilégio dos que podem pagar", acrescenta.

O prefeito eleito, João Doria (PSDB), já reafirmou a promessa de campanha de congelar em R$ 3,80 a tarifa no transporte municipal para 2017. Ele espera contar com repasses do governo federal relativo a obras do PAC para custear o congelamento. 

A militante Letícia fez ressalvas à intenção de Doria. "Congelamento não significa direito à cidade. A luta é para que o transporte não seja um produto mercantilizado. Tarifa é restrição", disse.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) não comentou publicamente se o Metrô também poderá adotar o mesmo preço para o ano que vem. 

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