Manifestantes que ocupavam a Câmara de Campinas são retirados à força

Cerca de 100 pessoas que invadiram o local na noite de quarta foram removidas pela Tropa de Choque da PM e levadas para a delegacia, onde foram fichadas e liberadas

Ricardo Brandt, O Estado de S. Paulo

08 de agosto de 2013 | 09h16

CAMPINAS - Cerca de 100 manifestantes ocuparam a Câmara de Vereadores de Campinas na noite de quarta-feira, 7, e foram retirados à força pela Tropa de Choque da Polícia Militar, no início da madrugada desta quinta-feira, 8, após depredação do plenário.

O grupo pede tarifa de ônibus gratuita, melhorias no transporte público e uma investigação do sistema por parte dos vereadores. Eles quebraram mesas, cadeiras, equipamento de som e picharam as paredes do plenário.

Os manifestantes foram levados para a delegacia em dois ônibus da PM, foram fichados e liberados na manhã desta quinta-feira. "Os bandidos foram presos, levados para a cadeia, fichados um por um. Estes facínoras inconsequentes serão responsabilizados pelos danos que cometeram", afirmou o presidente da Câmara, Campos Filho (DEM).

Os manifestantes foram autorizados a entrar na Câmara no início da noite. Com faixas e palavras de ordem, eles fizeram com que os vereadores interrompessem a segunda sessão, após a volta do recesso de julho, por volta das 19h15. Os parlamentares abandonaram o plenário e o grupo planejava dormir no local.

O advogado que acompanhou os manifestantes no 4º Distrito Policial, Vandré Ferreira, afirmou que a ação da Tropa de Choque foi ilegal, pois não havia ordem judicial para remoção do grupo.

Manifestações. Na manhã desta quinta-feira, pelo menos outros dois protestos acontecem em Campinas. Um deles é dos motoristas e cobradores da linha verde do transporte coletivo urbano. Eles cruzaram os braços e pelo menos 160 mil pessoas foram afetadas nas regiões de Barão Geraldo, Amarais e Bonfim. Eles reivindicam melhorias no plano de saúde.

Os agentes de trânsito da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), os "amarelinhos", também fazem uma passeata pelas ruas do centro. Eles cobram melhores salários e estão em greve.

Tudo o que sabemos sobre:
campinascâmarachoque

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.