Manifestantes protestam contra remoções e pedem mais moradias na zona sul de SP

Os manifestantes deram início ao protesto às 6h30, na Estrada de Itapecerica, e seguiram até o Palácio dos Bandeirantes

Juliana Diógenes, O Estado de S. Paulo

27 Março 2014 | 13h40

SÃO PAULO - Depois de caminharem por aproximadamente 12 quilômetros, cerca de 200 manifestantes do Movimento pelo Direito à Moradia (MDM) chegaram ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual. Uma comissão foi recebida por representantes da Secretaria da Habitação por volta das 11h30. Os integrantes do MDM protestam contra remoções e pedem por mais moradias na zona sul da capital, segundo informações do Palácio dos Bandeirantes. Até 12h30, a reunião ainda acontecia.

A manifestação teve início às 6h30 na Estrada de Itapecerica, na altura do número 5000, no Jardim Alvorada, zona sul de São Paulo. A Polícia Militar e a Companhia de Engenharia do Tráfego (CET) acompanharam o grupo, que percorreu a Estrada até a Avenida Giovanni Gronchi, onde entrou e seguiu até a sede do Executivo estadual.

Das 6h30 às 11h, O protesto bloqueou completamente as vias por onde passou. Motoqueiros usaram a calçada para ultrapassar a área. Em um dos cartazes dos manifestantes, lia-se "Lutamos por moradia digna. Desocupação sem atenção é covardia. Vamos lutar pelo nosso direito!".

Nesta quarta-feira, 26, depois de mais de duas horas de caminhada entre o Largo da Batata, na zona oeste, e o Viaduto do Chá, no centro, bloqueando vias importantes de São Paulo, o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) conseguiu que a Prefeitura se comprometesse a criar casas populares na área da Nova Palestina e a suspender a reintegração de posse da ocupação Dona Déda, ambas na zona sul.

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