Manifestantes protestam contra racismo no Carrefour de Osasco

Homem negro foi espancado e acusado de 'roubar' o próprio carro, um Ecosport, pelos seguranças da loja

22 de agosto de 2009 | 12h35

Dezenas de pessoas se reuniram no estacionamento da unidade de Osasco dos supermercados Carrefour na manhã deste sábado, 22, para protestar contra a agressão sofrida pelo vigia e técnico em eletrônica Januário Alves de Santana, de 39 anos, na quarta-feira, 19. O cliente do supermercado foi confundido com um ladrão pelos seguranças, que o agrediram o acusaram de "roubar" seu próprio carro, um EcoSport.

 

Os manifestantes levaram uma faixa branca de cerca de 30 metros com os dizeres "Onde estão os negros?" e a estenderam no estacionamento do supermercado. Alguns carros exibiam protetores de para-brisa com a frase "Carrefour racista" nas cores da logomarca da rede.

 

O advogado de Santana, Dojival Vieira, vai entrar com uma ação de indenização por danos morais contra o Carrefour e contra o Estado. "Queremos que os cinco seguranças e os três policiais sejam identificados e responsabilizados. Esses casos de racismo não podem mais acontecer num País onde a metade da população é negra ou parda."

 

O Carrefour decidiu afastar a empresa Nacional de Segurança Ltda., que prestava serviços em algumas lojas de São Paulo e o gerente da unidade de Osasco.

 

Protesto ocorreu no estacionamento do supermercado. Foto: Evelson de Freitas

 

Carros exibiram protetores com frase "Carrefour racista". Foto: Evelson de Freitas

 

Foto: Evelson de Freitas

 

Foto: Evelson de Freitas

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