Manifestantes protestam contra mudança na assistência social de SP

Gestão Doria transferiu 218 orientadores socioeducativos, que abordam os moradores de rua, do período da manhã para o noturno

O Estado de S.Paulo

31 Julho 2017 | 18h46

SÃO PAULO - Um grupo de manifestantes protestou na tarde desta segunda-feira, 31, contra mudanças na assistência social da Prefeitura de São Paulo. Conforme o Estado antecipou no dia 21, a gestão Doria transferiu 218 orientadores socioeducativos, que fazem a abordagem dos moradores de rua para encaminhá-los aos albergues, do período da manhã para o noturno.

Os manifestantes abordaram o chefe de gabinete José Antonio de Almeida Castro, que substitui temporariamente o secretário de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS), Felipe Sabará, no retorno de uma reunião interna na região central da cidade. Alguns desses manifestantes gritaram palavras como "vagabundo" e até atiraram garrafas de água de plástico contra ele. Segundo a SMADS, Castro teve um "ferimento" leve na testa após ter sido atingido por uma bandeira.

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A SMADS informou que o protesto acontece porque, já que os períodos da manhã e noite são coordenados por entidades diferentes, é possível que nem todos os agentes sejam recontratados, mas sim substituídos. A pasta garante, no entanto, que ainda haverá agentes atuando nos dois períodos. 

Mudança. Com a mudança na estratégia, a gestão espera reduzir o tempo de abordagem e elevar a ocupação dos abrigos. Segundo a Prefeitura, há 12.696 vagas para moradores de rua e, na noite desta quinta, a ocupação chegou a 10 mil.

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São Paulo [SP]

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