Alexandre H. Silva/Prefeitura de Bauru
Alexandre H. Silva/Prefeitura de Bauru

Sem-teto fazem ato contra decisão de despejo de 700 famílias em Bauru

Donos de parte de áreas no Jardim Meire e no Parque Baurulândia obtiveram liminares em ações de reintegração de posse

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

11 Abril 2017 | 16h28

SOROCABA - Manifestantes marcharam pelas ruas centrais de Bauru, no interior de São Paulo, nesta terça-feira, 11, em protesto contra decisão judicial que determinou a reintegração de posse de duas áreas ocupadas por 700 famílias na periferia da cidade. Com faixas e cartazes, cerca de 2 mil pessoas, segundo os organizadores - 900 segundo a Polícia Militar -, caminharam até o prédio da prefeitura. 

De acordo com o Movimento Social de Luta dos Trabalhadores (MSLT), os sem-teto reivindicam a regularização das áreas ocupadas pelos acampamentos, no Jardim Meire e no Parque Baurulândia, através de um programa de habitação popular.

Os donos de parte das terras obtiveram liminares em ações de reintegração de posse. O despejo está marcado para o dia 23 de maio. Advogados dos proprietários já se reuniram com a Defesa Civil e o comando da Polícia Militar para o cumprimento da ordem judicial. Os ocupantes prometem resistência.

"Parte da área pertence a União e nosso objetivo é transformar em assentamento urbano", disse Luciano Lima.

O advogado Adilson Sartorello afirmou que as áreas são particulares e os vários donos têm matrículas dos imóveis. A prefeitura informou que analisa a situação de cada família e faz gestões junto aos órgãos federais e estaduais para o reassentamento das famílias.

Despejo. Em São Vicente, no litoral sul de São Paulo, a Polícia Militar cumpriu nesta terça-feira liminar de reintegração de posse de 40 famílias que ocupavam uma área municipal, no Parque Bitaru. Os barracos foram desocupados e demolidos. O terreno fica próximo da Rodovia dos Imigrantes e é considerado área de risco.

Os ocupantes foram levados para o Centro de Referência de Assistência Social e devem passar por triagem. De acordo com a prefeitura, a liminar foi dada pela Vara da Fazenda Pública e os moradores já tinham sido notificados e cadastrados pelo município para serem incluídos em programas sociais.

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