Manifestantes jogam 20 coquetéis molotov dentro da Câmara

Eles tentaram invadir o local forçando o portão; funcionários e seguranças respondiam com jatos de extintores

Adriano Barcelos, Fágio Grellet, Felipe Werneck e Sérgio Torres / RIO, O Estado de S.Paulo

08 de outubro de 2013 | 02h05

Os mascarados atacaram a Câmara, alvo já antigo das manifestações. Cerca de 20 coquetéis molotov foram atirados por entre as grades do portão de ferro da Rua Evaristo da Veiga. O portão foi forçado, mas os manifestantes não tiveram força para derrubá-lo. Dentro do Palácio Pedro Ernesto, funcionários e seguranças respondiam com jatos de extintores. A partir do momento em que a PM agiu, depredadores recuaram.

De acordo com nota divulgada pela Câmara, o prédio só não foi invadido porque os seguranças reagiram. "A Coordenadoria Militar da Câmara Municipal do Rio informa que, por volta das 20h desta segunda-feira, um grupo de 200 manifestantes, que participava do ato público, tentou invadir o Palácio Pedro Ernesto, sede do Legislativo. Eles também jogaram galões de gasolina pelas janelas e tentaram incendiar o prédio, além de pichar toda a parte externa ", diz a nota.

Ainda segundo a Câmara, 26 agentes do grupamento especial da Guarda, mais a equipe da Coordenadoria Militar, conseguiram impedir a invasão e conter o incêndio que atingiu parcialmente a sala do cerimonial.

A direção decidiu que não haverá expediente hoje, para a realização de perícia. "Apesar do incidente, a Câmara reforça que respeita os professores e estará sempre aberta ao diálogo democrático. Reconhece também que é legítimo o ato público promovido pela categoria e está ciente que vândalos e baderneiros se infiltraram no movimento com claro propósito de destruir a sede do Legislativo", concluiu. /A.B., F.G., F.W. e S.T.

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