Manifestantes já organizam novas marchas da maconha em SP

Após liberaração do STF, organizadores programam novo ato para o dia 2 de julho

Eduardo Roberto, estadão.com.br

15 de junho de 2011 | 20h56

SÃO PAULO - Após os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidirem nesta quarta-feira, 15, liberar manifestações pela descriminalização da maconha, organizadores já programam novas passeatas na capital paulista. A primeira está programada para o dia 2 de julho, um sábado.

 

Segundo um dos organizadores, Gabriela Moncau, também será criado um "bloco da maconha" dentro da Marcha da Liberdade, convocada para este sábado, 18, em várias cidades do País. O bloco ainda estará presente na Parada Gay, marcada para o dia 26.

 

Em 21 de maio, após a manifestação acabar barrada na Justiça e ter nome mudado para "marcha pela liberdade de expressão", um ato pela liberação do uso da droga acabou em confusão com a polícia na capital paulista. Pelo menos sete pessoas foram detidas e dez ficaram levemente feridas. Após o incidente, dois policiais militares foram afastados.

 

Os organizadores da marcha da maconha em São Paulo comemoram o parecer favorável do Supremo. "Finalmente uma decisão do STF vai impedir que tribunais regionais proíbam um ato de liberdade de expressão", disse Gabriela. "É uma lástima ter que comemorar o simples direito de ir à rua, mas dentro das circunstâncias, é uma vitória importantíssima." Com a decisão, a organização das marchas afirma que poderá concentrar mais no debate da legalização da droga "ao invés de gastar energias lutando pelo direito de debater."

 

Entretanto, mesmo com o direito da manifestação garantido pelo STF, eles ainda temem a repressão policial. "Conseguimos uma ferramenta jurídica importante, mas apesar do respaldo jurídico, pode haver sim repressão. É possível que o movimento aumente, porque muita gente não vai às marchas por medo de apanhar polícia", conclui a organizadora. 

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