José Patrício/AE
José Patrício/AE

Manifestantes fazem ato em São Paulo contra maus-tratos de animais

Passeata na Avenida Paulista reúne cerca de 300 pessoas; movimento teve início nas redes sociais

AE

20 Novembro 2011 | 12h30

Cerca de 300 pessoas realizam na manhã deste domingo, 20, uma passeata pela Avenida Paulista em repúdio aos maus-tratos contra animais. O grupo, que estava reunido no vão livre do Masp, segue, junto com um carro de som, pela faixa da direita da avenida no sentido Consolação, em direção ao Vale do Anhangabaú, no centro.

 

O movimento, que teve início nas redes sociais, é resultado da indignação dos protetores de animais com relação aos últimos casos de maus-tratos a animais, como o caso de Lobo, um rottweiler que foi arrastado pelo dono por ruas de Piracicaba, no interior do Estado, e acabou morrendo esta semana, após ter uma pata amputada.

 

O tutor do animal foi identificado por testemunhas e indiciado pela Polícia Civil de Piracicaba. Ele alegou ter arrastado o cachorro por acidente, mas duas testemunhas contaram à polícia que o mecânico Cláudio César Messias disse que queria matá-lo. Foram eles que gritaram para que o mecânico parasse o veículo enquanto arrastava o cão. Ele não foi preso e, se condenado, terá que pagar apenas uma multa de R$ 1.500,00. O mecânico, no entanto, pode recorrer.

 

Na última quinta-feira, 17, um dia depois da morte de Lobo, um grupo de pessoas revoltadas com o crime e com a impunidade se aproximando, lançaram um abaixo-assinado, no site Petição Pública, pedindo punições mais severas para casos de maus-tratos animais como, abandono, violência e até morte, como no caso de Lobo.

 

Outro caso que causou indignação foi também de uma rottweiler, com nome Jade. Um garoto jogou gasolina na cadela e em seus filhotes e ateou fogo. Ela foi resgatada e está sendo mantida sob efeito de morfina para aliviar a dor. Um dos filhotes também foi resgatado com vida.

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