Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Manifestantes fazem ato contra os excessos da Polícia Militar em São Paulo

Cerca de 200 pessoas saíram em passeata em direção à Secretaria de Segurança Pública; representantes se reuniram com secretário adjunto

Marina Azaredo, O Estado de S. Paulo

31 de janeiro de 2014 | 19h22

SÃO PAULO - Cerca de 200 pessoas, de acordo com a Polícia Militar, saíram do Theatro Municipal, no centro de São Paulo na tarde desta sexta-feira, 31, em passeata contra os excessos da polícia e o uso de armas letais em manifestações.

Os manifestantes também pediam retratação do governo em relação ao caso do estoquista Fabrício Chaves, de 22 anos, baleado durante protesto no último sábado, 25, na capital paulista.

A passeata teve a participação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), do coletivo Periferia Ativa, do Fórum Popular de Saúde, do Grupo de Apoio a Protestos Populares (Gapp) e do movimento 'Sem direitos não vai ter Copa'.

Reunião. Os manifestantes caminharam de forma pacífica até a Secretaria de Segurança Pública, onde cinco representantes foram escolhidos para reunião com o secretário adjunto, Antônio Carlos Pontes.

Os representantes pediram um encontro com o Secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira. Foi prometido o agendamento da reunião, mas a data não foi definida.

"Fomos atendidos por um homem forte do governo (Antônio Carlos Pontes). Ele tentou escorregar para cá, fugir para lá, cair para um buraco, mas nós apertamos ele", comunicou o militante do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Guilherme Simões, aos demais manifestantes.

Contra a ação violenta da polícia, Simões disse ainda que "a Secretaria de Segurança Pública vai ficar pequena se o governo não parar de bater nos trabalhadores".

Após as 18h, os manifestantes começaram a se dispersar.

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