Reprodução Leandro Mantovani/Facebook
Reprodução Leandro Mantovani/Facebook

Manifestantes dizem que entulho no Largo da Batata é 'armadilha'; secretário manda retirar material

Nesta tarde, secretário de Segurança mandou retirar tijolos, telhas e barras de aço do local, para 'manter a segurança' durante a manifestação

Clarice Cudischevitch, O Estado de S. Paulo

17 Junho 2013 | 09h56

Atualizado às 15h50.

SÃO PAULO - Mais de 260 mil pessoas confirmaram, pelo Facebook, participação no quinto ato contra o aumento das passagens, marcado para começar às 17h desta segunda-feira, 17, no Largo da Batata, na zona oeste de São Paulo. Entre os participantes, no entanto, há muitas pessoas de fora de São Paulo, que confirmam a presença como forma de apoio ao movimento.

Para a manifestação desta segunda, os ativistas pedem que não haja violência e chamavam a atenção para a presença de entulhos de obras no Largo da Batata, como tijolos de concreto, telhas e barras de aço. Alguns acreditam que os objetos no local e a afirmação do governo de que a Tropa de Choque e as bombas de efeito moral não serão usadas  seriam uma "armadilha", para levar os manifestantes à agressão e justificar a reação da polícia. "Não usem o entulho que deixaram de propósito no Largo da Batata", escreveu o manifestante Rodrigo Veiga. "Algo de estranho cheira no ar (...) Esse material não chegou hoje no Largo da Batata à toa", comentou Nina Salomão, outra ativista.

Na tarde desta segunda, o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella, ordenou a remoção imediata do material de construção no entorno do Largo da Batata, para manter a segurança durante a manifestação, segundo a secretaria. Antes da determinação, os entulhos foram cercados com tapumes e cobertos por um plástico preto, mas ainda estavam acessíveis, segundo pedestres que passavam pelo local.

 

Pichação. Durante a noite, foram feitas pichações contra o aumento da tarifa na região. No tapume que cerca a Estação Faria Lima do Metrô, uma intervenção faz crítica ao governo.

Na organização do protesto pelo Facebook, os ativistas também pedem que não sejam erguidas bandeiras de partidos políticos. No entanto, alguns já levantam a discussão e organizam enquetes sobre quais serão as próximas manifestações a serem feitas. "Reforma política" e "educação" estão entre os motivos de protesto mais votados.

Segundo enquetes criadas na rede social, a maioria dos participantes da manifestação é formada por estudantes que têm entre 18 e 25 anos.

No Twitter, leitores lembram que o protesto desta segunda deve ser o maior já organizado pelo Movimento Passe Livre. "Assunto de hoje é o protesto, que promete ser o maior de todos. Que haja paz em SP, com um protesto pacífico sem truculência da PM", afirma a usuária Sil Nascimento (@LiEmAlgumLugar). Para a pesquisadora Raquel Recuero (@raquelrecuero), a truculência da polícia (na manifestação de quinta-feira, 13), ao invés de reduzir o impacto do protesto, multiplicou".

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