Marcos Paula/AE
Marcos Paula/AE

Manifestantes chegam ao palco da Jornada no Rio e fiéis reagem

Cerca de 500 pessoas que protestavam contra o governador Sérgio Cabral chegaram à estrutura no Leme; alguns tentaram forçar a passagem

Luciana Nunes Leal e Heloisa Aruth Sturm, O Estado de S. Paulo

26 de julho de 2013 | 23h16

RIO - Cerca de 500 manifestantes reuniram-se perto da estação de metrô Cardeal Arcoverde, em Copacabana, zona sul do Rio, para mais um protesto contra o governador Sérgio Cabral, na tarde de sexta-feira, 26. Às 20h, eles começaram a seguir em direção ao palco principal da Jornada Mundial da Juventude, na Avenida Atlântica. e houve um princípio de tumulto. 

O clima ficou tenso, mas a polícia acompanhava, sem incidentes. Quando os manifestantes se aproximavam, havia reação de peregrinos. Alguns ficaram mais exaltados quando os manifestantes começaram a bater no gradil que isola o público. Chegou a haver empurra-empurra entre fiéis.

Pelo menos 100 homens da Força Nacional se concentraram em frente ao palco principal, logo depois da saída do papa Francisco. Alguns manifestantes conseguiram furar o bloqueio e ficaram no trecho onde o papamóvel passou: ooô, Cabral é ditador", gritavam. Em seguida, voltaram para a manifestação.

Uma peregrina ficou nervosa e passou mal. Ela foi atendida na parte de dentro das grades.

"Todo mundo aqui está buscando a paz e esse pessoal está tumultuando. O Cabral não está aqui e o papa não é chefe desse governo. Não pode fazer nada. Por que eles não se manifestam no Rock in Rio, no Ano Novo, quando o índice de violência é absurdo?", disse a peregrina de São Fidélis, no norte fluminense, Nathalie Pontes.

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