Sérgio Castro/AE
Sérgio Castro/AE

Manifestantes acampam na frente da Prefeitura de São Paulo

Grupo reivindica construção de casas populares; Haddad diz estar disposto ao diálogo, mas afirma 'não poder destinar as moradias só para as entidades que fazem parte do movimento sem-teto'

Gabriela Vieira e Artur Rodrigues, O Estado de S. Paulo

15 de julho de 2013 | 10h18

SÃO PAULO - Cerca de 150 famílias (ou 350 pessoas) acampam em frente à sede da Prefeitura de São Paulo desde a madrugada desta segunda-feira, 15. De acordo com a Polícia Militar, manifestantes do Movimento Moradia Casa Dez chegaram ao Viaduto do Chá, no centro, por volta de 0h30 e montaram barracas no local. Eles reivindicam a construção de moradias populares na cidade.

Ao ser questionado sobre as exigências dos acampados, o prefeito Fernando Haddad (PT) afirmou nesta manhã que as 55 mil habitações prometidas não são suficientes para atender a demanda e que as moradias não vão só para movimentos sociais. "Temos de ter transparência para destinar as moradias. Não posso destinar as moradias só para as entidades que fazem parte do movimento sem-teto", afirmou.

Ele afirma estar disposto a conversar com os manifestantes e diz que se reuniu com o movimento de moradia no ano passado. Segundo Haddad, 17 mil habitações estão em fase de construção. "Em julho, vamos doar terrenos para a Caixa Econômica Federal para mais 3 mil", disse o prefeito em Paraisópolis.

Resposta. "Não dá mais para esperar o prefeito nos dar uma reposta sobre terrenos que protocolamos há mais de dois meses", diz o grupo de manifestantes em sua página no Facebook.

Ainda de acordo com o perfil na internet, o objetivo inicial dos manifestantes era montar um segundo acampamento em frente ao prédio onde mora Haddad. A PM informou que não tem registros de manifestações no local.

Os manifestantes dizem que permanecerão acampados em frente à Prefeitura até que autoridades recebam as lideranças do movimento. Policias acompanham o ato, que ocorre de forma pacífica.

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