Manifestante denunciado por espancar coronel em 2013 será julgado

O oficial foi espancado durante protestos contra o aumento da passagem de ônibus, em outubro de 2013

O Estado de S. Paulo

14 Janeiro 2016 | 19h17

O estudante de Relações Internacionais Paulo Henrique Santiago dos Santos, de 24 anos, denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPE) por tentativa de homicídio contra o coronel Reynaldo Simões Rossi, deve ter o caso analisado pela Justiça no começo do segundo semestre deste ano. A informação foi divulgada nesta quinta-feira, 14, pelo jornal Folha de S.Paulo.

O oficial foi espancado no Terminal Parque D. Pedro II, no centro da capital, durante protestos contra o aumento da passagem de ônibus, em 28 de outubro de 2013. Ele foi rendido por manifestantes ao tentar deter uma mulher que integrava um grupo de vândalos. Na época, Rossi era o chefe do Comando de Policiamento de Área Metropolitana 1 (CPAM1). Hoje, ele comanda a Diretoria de Ensino e Cultura da PM.

Segundo a denúncia do promotor João Carlos Calsavara, o coronel Rossi foi agredido por um grupo de mascarados com socos, chutes e pauladas. Outros agressores cobriam o rosto com lenços. O oficial foi salvo por seu motorista, o PM Márcio Yukio Yoshino, que sacou uma arma e dispersou os agressores. 

Na confusão, o oficial perdeu sua arma e seu rádio. Atingido por uma placa de ferro por manifestantes mascarados, Rossi sofreu uma fratura na escápula. Alguns suspeitos foram detidos. Na delegacia, Yoshino reconheceu Santos como um dos agressores do coronel.

Defesa. A agressão contra Rossi foi gravada. A advogada do acusado, Andréa Sammartino, disse que a defesa tem um laudo feito por um perito particular que atesta que Santos não participou das agressões. “Há também um laudo da perícia técnica da polícia que concluiu a mesma coisa. Ele estava lá, mas não agrediu o coronel”, disse.

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) informou que, no dia 9 de maio, será realizada a audiência do perito responsável pelo laudo da Polícia Científica. Depois, será aberto o prazo para a promotoria e a defesa apresentarem as alegações finais do processo. Só então será decidido se o estudante vai ou não a júri popular. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.