Manifestações entram na rota do pontífice no Rio

Protesto anticorrupção vai aproveitar visibilidade da Jornada e feministas marcham na orla. Atos serão nos dias 26 e 27

Heloisa Aruth Sturm / Rio, O Estado de S.Paulo

16 de julho de 2013 | 02h05

A onda de protestos iniciada no País em junho alcançará o papa Francisco em sua estada no Rio. Pelo menos duas manifestações já estão confirmadas para a próxima semana na cidade, durante a Jornada Mundial da Juventude. Os atos ocorrerão em Copacabana, nos dias 26 e 27.

Hoje à noite haverá uma plenária do Fórum de Lutas, coletivo que reúne estudantes e representantes de diferentes movimentos sociais, para decidir sobre possível apoio a essas manifestações e discutir sobre novos atos durante a visita do papa.

Batizado de "Papa, veja como somos tratados", o protesto do dia 26 está previsto para as 17 horas, com concentração na estação de metrô Cardeal Arcoverde. Os organizadores afirmam que o ato não é contra a vinda do pontífice ou contra a Igreja. Eles pretendem aproveitar a visibilidade da Jornada para protestar contra a corrupção e por melhoria dos serviços públicos.

A partir das 18h, o papa estará no palco a 1 km do local de concentração da manifestação para acompanhar a Via Sacra, na qual um elenco de 300 pessoas encenará o trajeto percorrido por Jesus em Jerusalém.

No sábado, a Marcha das Vadias organiza um ato às 14 horas. A concentração será no Posto 5, de onde os manifestantes devem caminhar pela orla em direção ao Posto 2. Neste dia, as atividades da Jornada se concentrarão em Guaratiba, zona oeste do Rio, onde ocorrerá uma série de shows durante todo o dia, além da vigília.

Saúde. A Prefeitura do Rio escolheu ontem as empresas que ficarão incumbidas de oferecer serviços de saúde aos fiéis durante a Jornada Mundial da Juventude. Pelo preço total de R$ 7,4 milhões, as empresas terão de montar postos de atendimento e manter equipes médicas e ambulâncias em 4 áreas.

Na sexta-feira, a Justiça havia suspendido a licitação, mas horas depois o Tribunal de Justiça decidiu autorizá-la. / COLABOROU FÁBIO GRELLET

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