Gabriel Valente/Estadão
Gabriel Valente/Estadão

Manifestação fecha Marginal do Tietê

Ato foi organizado em protesto contra morte de um homem em favela; manifestantes atiraram e jogaram pedras, segundo a PM

Fabiana Cambricoli , O Estado de S. Paulo

23 Fevereiro 2015 | 18h29

Atualizada às 19h40.

SÃO PAULO - Um protesto de moradores da favela Sampaio Correia interditou completamente a pista local da Marginal do Tietê por volta das 17h30 desta segunda-feira, 23, na altura da ponte Júlio de Mesquita Neto, sentido Castelo Branco. Por volta das 18h10, duas faixas foram liberadas.

Segundo a Polícia Militar, cerca de 50 manifestantes fecharam a via com pneus, caixas e pedaços de madeira em chamas. Quando os primeiros policiais chegaram, os manifestantes dispararam tiros de arma de fogo e jogaram pedras. Apenas com o reforço policial foi possível dispersar o ato. Oito viaturas da Rota foram enviadas para o local para dar apoio aos policiais da área.


A PM informou que ninguém ficou ferido e não foi preciso usar balas de borracha ou bombas de gás. Três jovens foram detidos para averiguação no estacionamento do supermercado Carrefour, vizinho ao local da manifestação, por suspeita de participação no ato, mas foram liberados. O supermercado chegou a fechar uma das suas entradas por causa da confusão.

De acordo com a Polícia Militar, a manifestação foi organizada por moradores da favela em protesto contra a morte de um jovem no domingo. Não se sabe quem foi o autor do homicídio. A PM disse não ter participação na morte. Moradores ouvidos pela reportagem disseram que o homem morto era um dos chefes do tráfico de drogas da comunidade e teria morrido em uma briga com outro traficante.

Segundo um morador que não quis se identificar, a vítima foi baleada na Rua Sampaio Correia, por volta das 8 horas da manhã. A Polícia Militar informou que o homem foi socorrido e encaminhado a um pronto-socorro da região, mas não resistiu aos ferimentos. A ocorrência foi registrada no 13º Distrito Policial (Casa Verde) como homicídio simples. 

Durante o protesto, alguns motoristas que estavam na pista local da Marginal do Tietê tiveram que voltar na contramão para conseguir acessar a pista central. Outros ficaram parados por mais de uma hora no congestionamento. "Demorei uma hora e dez minutos para vir da ponte Cruzeiro do Sul até o local do bloqueio. Normalmente, esse trajeto demora uns 10 minutos", disse o estoquista Caíque Garrido, de 21 anos, que seguia do trabalho, no Bom Retiro (centro), para casa, no Jaraguá (zona norte).


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