Maníacos da fertilização

Visto assim do alto

TUTTY HUMOR, O Estado de S.Paulo

11 Abril 2012 | 03h04

O anúncio da abertura de um Consulado americano em Belo Horizonte já divide a opinião dos mineiros. Para muitos pais com experiência no assunto, o melhor da viagem à Disney era justamente a escala no Rio para obtenção, entre outras coisas, do visto de entrada nos EUA.

E o Instagram, hein?!

Tudo bem até que você não tenha opinião formada sobre o negócio que o Facebook fez ao pagar US$ 1 bilhão na compra do Instagram, mas, se você não sabe nem o que é isso, disfarça, vai! Se seus colegas perceberem, já viu, né? Nunca mais te dão papo!

Novos tempos

É grande a expectativa a bordo do transatlântico que refaz a viagem do Titanic 100 anos depois daquilo tudo. Como em todo cruzeiro hoje em dia, o risco maior para os passageiros é o surto de dor de barriga em alto-mar. Tem gente na primeira classe que prefere o naufrágio!

Passo a passo

Se o Brasil não é "Joãozinho do passo certo nem do passo errado", como disse a presidente Dilma em Washington para explicar o tipo de relação que o País mantém com os EUA, tomara que também não seja "Joãozinho do passo a perna" ou "do passo o rodo", né?!

Sogrona

A rainha Elizabeth promoveu sua nora Camilla Parker-Bowles a Dama da Grande Cruz que o príncipe Charles carrega há 7 anos.

Quando a gente pensa que já viu de tudo em clínicas de fertilização, parece até coisa de novela da Rede Record o caso do biólogo de origem austríaca descoberto agora como doador compulsivo de seu próprio banco de sêmen, atividade que pode lhe conferir a paternidade de até 600 crianças geradas em Londres entre os anos 1940 e 1970.

Perto desse Bertold Wiesner, aliás, a doutora Danielle que Aguinaldo Silva criou para Renata Sorrah em Fina Estampa é pinto! A personagem, pra quem não se lembra, resolveu ter um sobrinho-secreto cruzando em sua clínica o espermatozoide de um irmão já morto com o óvulo da última namorada dele na barriga de outra mulher.

O que torna a história do Dr. Wiesner quase tão pervertida quanto a tara do médico-monstro Roger Abdelmassih é que o similar europeu pregava a escolha seletiva de sêmen considerando-se aspectos como a inteligência, a estatura e a cor do doador.

Que sentido faz toda essa mise-en-scène de racismo no atendimento à elite londrina para, no final, ir lá dentro e resolver o problema com as próprias mãos?

Bertold Wiesner morreu - muito provavelmente disso - aos 70 anos, em 1972, sem dar explicações!

É o maior!

Para quem ainda duvidava da competência nos tribunais do ex-ministro mais cheiroso do Brasil, taí o habeas corpus que Márcio Thomaz Bastos conseguiu no STJ para Carlinhos Cachoeira. Com um advogado desses, convenhamos, ninguém fica preso neste país.

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