'Mandaram ir para hotel, mas estou sem dinheiro'

A consultora de vendas Patrícia Loyola, de 42 anos, acordou ontem com o estrondo. "Eram 8h30 e tremeu tudo. Caí da cama", relata. Ela diz que a casa já ostentava rachaduras desde um tremor anterior, ocorrido em 11 de agosto. "Quebraram todas as minhas louças."

O Estado de S.Paulo

14 de setembro de 2012 | 10h11

Patrícia e outros moradores passaram o dia todo ontem na rua. "O hospital disse para a gente pagar um hotel e depois apresentar uma nota fiscal para ser ressarcidos. Mas o hotel aqui do lado custa R$ 400 e estou sem nada."

O susto também foi grande para a aposentada Maria Aparecida Otero Loyolla, de 67 anos, 11 deles vividos no Condomínio Ivany. "Havia acabado de tomar café da manhã. De repente, foi como uma explosão. O sofá subiu e desceu", afirmou.

No banquinho. Outra aposentada, Lavignia Santos, de 75 anos, desceu correndo com apenas uma sacola de roupa. Ela passou o dia todo sentada em um banquinho dentro de um estacionamento particular na frente do prédio. "Até agora, o hospital não deu nenhuma assistência, vou ter de arrumar um hotel."

Já o analista de sistemas Henrique Lima, de 24 anos, ficou sabendo do tremor quando já estava no trabalho. "Os bombeiros só deram alguns minutos para subir e pegar as coisas." Até o início da noite, alguns moradores seguiam sem ter para onde ir. /A.R.

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