Mancha aposta em diversidade e volta às raizes sem correria

Escola consegue boa interação com o público, faz homenagens e encerra desfile com tranquilidade

Gabriel Vituri - estadao.com.br,

13 Fevereiro 2010 | 04h21

A rainha da bateria Viviane Araújo desfila sob o enredo "Aos mestres com carinho: Mancha Verde ensina como criar identidade"

 

SÃO PAULO - No ano em que a Mancha Verde completa 10 anos, a escola empolgou a torcida com um desfile bastante diversificado e, ao mesmo tempo, tradicional. Antes mesmo de os portões se abrirem e os participantes invadirem a avenida, o público já agitava bandeiras na arquibancada e dançava junto com a música.  

 

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A Mancha e seus 3500 componentes encerraram o desfile com tranquilidade, sem perder o ritmo que manteve desde o início. Os cinco carros alegóricos abordaram diferentes temas, etnias e culturas, buscando não priorizar apenas um "mestre", e sim, abrangendo todos que de alguma forma colaboraram para a formação da sociedade - Gregos, indígenas, chineses, baianos e até Paulo Freire foram homenageados no desfile. Em resumo, a Mancha buscou abordar a cultura de forma mais enfática.

 

 

A intenção de dedicar o desfile aos mestres, com carinho, se revela também na própria música. O samba, puro, volta às raízes e, diferentemente dos desfiles de até agora, não sofre interferência de outros ritmos.

 

Embora o desfile não tenha surpreendido, foi bem orquestrado do início ao fim e expandiu a avenida para a arquibancada; a torcida fez do Anhembi uma extensão do Palestra Itália e participou ativamente do desfile, que terminou com o Grande Mancha, símbolo da escola, comemorando a primeira década da escola.

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