Manancial seca e racionamento de água é ampliado em Itu

Bairros mais populosos da cidade só vão receber água a cada dois dias

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

10 Fevereiro 2014 | 19h59

SOROCABA - Os bairros mais populosos de Itu, na zona sul da cidade, vão receber água a cada dois dias. O racionamento, adotado na semana passada, foi ampliado nesta segunda-feira, 10, após a constatação de que a cidade, de mais de 150 mil habitantes, corre o risco de colapso total no abastecimento. Os bairros da região do Pirapitingui passam a receber água em dias alternados, das 17 às 6 horas. Nas demais áreas, o abastecimento continuará racionado, com a suspensão do fornecimento das 20 às 4 horas.

De acordo com a empresa Águas de Itu, responsável pelo serviço, os mananciais que abastecem a cidade estão com menos de 10% do nível normal e um deles já secou. Ainda segundo a empresa, o racionamento adotado na última quarta-feira não resultou em redução no consumo, exigindo medidas mais drásticas nas áreas críticas.

Toda água produzida no sistema de abastecimento público está sendo consumida e não é suficiente. De acordo com a empresa, não há previsão de bônus ou compensação nas contas de água, já que a tarifa leva em conta a quantidade de água realmente consumida pelo usuário.

Sem rodízio. Em Sorocaba, bairros das regiões mais altas continuam sem água. No bairro do Éden, zona norte, a água chegou suja às torneiras. Moradores postaram fotos em que o líquido tem cor marrom. O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) informou que a cidade não enfrenta falta de água, mas problemas com a distribuição, por isso não foi adotado o racionamento.

"Temos água bruta e água tratada suficientes. O nosso problema é justamente na distribuição, pois não estamos conseguindo acompanhar a velocidade do consumo", informou a assessoria do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae). Segundo a nota, há água tratada em abundância, mas o sistema de bombas da principal estação de tratamento da cidade não dá conta de manter abastecidos os 25 centros de distribuição. Quando o nível desses reservatórios cai, as bombas desligam automaticamente e só são religadas quando a água volta a cobrir as bombas.

Duas obras que poderão resolver o problema - a troca e ampliação no sistema de bombeamento e a construção de anéis de distribuição - só ficam prontas no final de março.

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