Mal-entendido com policiais faz avião retornar a Belém

Comissários relatam existência de homens armados e causam retorno às pressas e pânico em voo da Gol

Carlos Mendes, especial para o Estado, Belém, O Estado de S.Paulo

01 Agosto 2012 | 03h04

Um falso alarme de sequestro e a falta de comunicação entre comissários e a cabine de comando de um voo da Gol, que seguia na tarde de ontem de Belém para Manaus, provocaram tumulto e o retorno da aeronave às pressas ao aeroporto da capital paraense. Tudo isso por causa da existência entre os passageiros de quatro policiais rodoviários federais armados.

O avião perdeu altura e trepidou muito no retorno, espalhando o pânico entre os passageiros. Só depois, já em terra, é que tudo foi esclarecido. Os passageiros ainda perderam horas no aeroporto. O voo decolou às 13h55 de Belém e teve de voltar 25 minutos depois. A retomada da viagem só foi possível à tarde.

Em nota, à noite, a Gol Linhas Aéreas informou que o voo G3 1642, com 160 passageiros a bordo, retornou ao aeroporto de Belém "em razão de problemas técnicos no sistema de intercomunicação". Após análise, a aeronave foi liberada para voo às 17h.

A empresa explicou que os pilotos foram avisados por meio de um código interno de que havia elevado grau de perigo - risco de sequestro - dentro do avião. Os sinais de bip para a cabine foram emitidos pelos comissários, depois que um passageiro disse a um deles que havia homens armados sentados em uma das poltronas.

Antes da viagem, porém, os quatro policiais rodoviários passaram por todos os procedimentos obrigatórios durante o check-in, informando aos agentes da Polícia Federal no aeroporto que viajariam armados porque se apresentariam diretamente ao batalhão de origem, em Santarém, onde o avião faria uma escala. As armas que eles portavam foram identificadas e todos preencheram um formulário, que incluía até o número da poltrona onde sentariam.

Desnecessário. Ainda não se sabe se os pilotos foram avisados da existência de policiais armados ou se essa informação não foi transmitida aos comissários pelo pessoal do check-in. A assessoria da PRF lamentou o episódio, dizendo que o constrangimento a que foram submetidos os passageiros foi "desnecessário".

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