Major deputado convoca greve da PM e ameaça marchar até o Palácio em SP

Olímpio (PDT) diz que nesta quinta-feira, 26, haverá protesto em frente à Tropa de Choque e ao quartel-general da corporação

Bruno Paes Manso e Marcelo Godoy, O Estado de S. Paulo

26 Setembro 2013 | 13h04

SÃO PAULO - O deputado estadual major Olímpio Gomes (PDT) afirmou nesta quinta-feira, 26, que vai "pôr a tropa da ativa na rua" e "fechar a frente do Palácio dos Bandeirantes". Olímpio foi um dos líderes da manifestação dos policiais civis - da qual também participaram militares aposentados - em 2008. Ela terminou em confronto na frente da sede do governo paulista com os PMs que defendiam a sede do governo paulista. "Desta vez vai ser bem pior, pois não vai haver Tropa de Choque para defender o governo", ameaçou o deputado.

Olímpio está cada vez mais próximo do vereador e também coronel da PM, Paulo Telhada (PSDB). Em seu Facebook, Telhada disse que o governador Geraldo Alckmin trata os PMs como "filhos bastardos". A reação dos dois ocorre um dia depois de o governo do Estado anunciar a decisão de aumentar os salários dos policiais civis.  O Estado procurou a Secretaria da Segurança Pública e o Palácio dos Bandeirantes, mas, até as 14h20, não obteve resposta às manifestações do major e do coronel.

Conhecido pelo tom incendiário de seus discursos, Olímpio afirmou que a marcha ao Palácio vai ocorrer na próxima semana. Ele disse ainda que vai começar a prepará-la nesta quinta, às 16h, quando organizará protestos em frente à sede da Tropa de Choque, no centro, e do quartel do Comando Geral, na Praça Coronel Fernando Prestes, também no centro de São Paulo.

"Não somos contrários ao que foi concedido aos delegados e investigadores. Mas o govenro decidiu promover essa guerra ao não conceder nada aos policiais militares, à Polícia Científica e às 12 carreiras da Polícia Civil", afirmou o deputado. Olímpio votou a favor da emenda que tornou os delegados uma carreira jurídica em 2012. Foi essa lei que, segundo o governo do Estado, criou agora a obrigação de se reajustar os salários dos delegados. "Mas também votei pelo reconhecimento do curso superior para os soldados", disse.

  

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