Mais um PM de folga é executado na zona sul de SP

Soldado foi o 81º policial morto neste ano no Estado; ele foi atingido enquanto fazia bico de segurança em padaria

O Estado de S.Paulo

15 Outubro 2012 | 03h03

Um policial militar foi executado às 21h de anteontem na frente de uma padaria na Rua José Barros Magaldi, no Jardim Novo Santo Amaro, zona sul. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o soldado Flávio Adriano do Carmo, de 45 anos, tomou um tiro na cabeça e outro no tórax. Ele estava de folga do 3.º Batalhão de Choque, que lida com distúrbios civis.

A bala de fuzil atravessou o colete à prova de balas que ele usava para se proteger. O PM chegou a ser atendido, mas acabou morrendo no Pronto-Socorro do Campo Limpo. "Ainda é preciso investigar, mas fica claro que foi uma execução premeditada, assim como as outras que estão ocorrendo neste ano", afirmou o deputado Major Olímpio Gomes (PDT).

Um morador da rua de trás da padaria contou que atiradores chegaram disparando de um Fox Prata. Primeiro atingiram o policial de dentro do carro. Quando ele caiu, aproximaram-se para dar o tiro na cabeça. Câmeras de vídeo de uma academia de ginástica que fica na frente da padaria poderão ajudar a elucidar o caso.

Ontem, para protestar contra o assassinato de PMs, familiares do sargento Marcelo Fukuhara, de 45 anos, executado na semana passada a tiros de fuzil em Santos, fizeram uma caminhada. O cortejo saiu após a missa de sétimo dia do sargento.

A morte do policial provocou uma série de homicídios. Na semana passada, pelo menos 12 pessoas morreram baleadas na Baixada. Dois pelotões da Rota foram enviados ao local.

Ainda na semana passada, a execução do soldado PM Hélio Miguel Gomes de Barros, em Taboão da Serra, também provocou a morte de 12 pessoas nas horas seguintes.

Reportagem de ontem do programa Fantástico, da TV Globo, mostrou ordem de agosto do Primeiro Comando da Capital (PCC) para matar, em até dez dias, dois policiais para cada assassinato de integrante da facção. Chamada de "salve", a determinação prevê punição rígida a criminosos que não cumprirem a "missão". / BRUNO PAES MANSO

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