Mais quatro pessoas são ouvidas sobre o tumulto no carnaval de São Paulo

Dirigentes de agremiações negaram premeditação na confusão; 8 representantes ainda devem depôr

Estadão.com.br,

27 de fevereiro de 2012 | 19h09

SÃO PAULO - O delegado que investiga o tumulto durante a apuração das notas das escolas de samba de São Paulo, Luiz Fernando Saab, titular da Delegacia Especializada de Atendimento ao turista (Deatur), afirmou que por enquanto não houve grandes avanços com os novos depoimentos. Nesta segunda-feira, mais quatro pessoas foram ouvidas.

Segundo Saab, ainda não há elementos ou provas para indiciar mais pessoas pelo ocorrido. Ele colheu os depoimentos da presidente da Rosas de Ouro, Angelina Basílio, o presidente da Liga Independente das Escolas de Samba e dirigente da Unidos da Vila Maria, Paulo Sérgio Ferreira, o presidente da Vai-Vai, Darly Silva, conhecido com Neguitão, e um intérprete da escola identificado como Caio.

Durante as oitivas, todos negaram premeditação no tumulto que ocorreu e acabou com parte dos envelopes com as notas dos jurados do desfile de carnaval de São Paulo. Na saída da delegacia, Neguitão afirmou que o que houve aconteceu no calor do momento e ninguém orquestrou a confusão.

O presidente da Vai-Vai também disse que não queria que o carnaval acabasse como um caso policial, além de afirmar que não vai recorrer contra o título de 2012, dado à Mocidade Alegre.

Até agora, representantes de seis escolas de samba prestaram depoimento e outras oito ainda precisam ser ouvidos.

Crime. Tiago Tadeu Faria, de 29 anos, preso por rasgar as notas do carnaval 2012, durante apuração das notas no Sambódromo de Anhembi, foi liberado por volta das 15h30 da sexta-feira. Ele estava no Presídio de Tremembé, no interior do Estado, junto com Cauê Santos Ferreira, de 20, da Gaviões da Fiel. Os dois foram soltos após pagar fiança de R$ 12,5 mil.

A Polícia Civil indiciou ainda o diretor de carnaval da Camisa Verde e Branco, Alexandre Salomão. Ele responderá em liberdade por supressão de documentos e dano ao patrimônio público.

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