Mais moradores serão avisados de chuva por torpedo

Alerta deve chegar 2h antes de temporal; desde novembro, Daee já enviou 6.143 SMSs a 2 mil pessoas que vivem em áreas de risco

Nataly Costa, O Estado de S.Paulo

08 Janeiro 2011 | 00h00

A partir de segunda-feira, mais moradores da Grande São Paulo vão poder receber via SMS alertas sobre chuvas fortes e prováveis riscos de transbordamento e deslizamento de terra. O Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee) vai começar a cadastrar moradores de morros e encostas no serviço, que funciona desde novembro para cerca de 2 mil pessoas que vivem próximas de rios e córregos. Até ontem, 6.143 torpedos haviam sido enviados.

O projeto ainda não atinge nem 1% dos cerca de 3 milhões de pessoas que, segundo estimativas da Prefeitura, vivem em áreas de risco em São Paulo. "Existe um limite de capacidade operacional dos agentes que fazem o cadastramento, até por conta do difícil acesso a alguns lugares", afirma o superintendente, Amauri Pastorello.

Os primeiros moradores das encostas a receber os agentes serão de Franco da Rocha, Caieiras, Cajamar (na Região Metropolitana) e Pirituba, na zona norte da capital. Hoje, o sistema tem cadastrados em áreas próximas de alguns córregos que transbordam com frequência, como do Oratório, Zavuvus e Ipiranga. O serviço custa para o Daee R$ 0,14 por mensagem - além dos R$ 10 milhões que foram investidos na parte tecnológica do sistema.

O monitoramento é feito a partir da Sala de Situação do Daee, um centro de controle que recebe informações de redes telemétricas na Região Metropolitana e combina com os dados dos radares e previsões do tempo. Ontem, uma hora antes da chuva que alagou a zona leste e o ABC e provocou o transbordamento do Rio Aricanduva, os cadastrados receberam pelo celular a previsão de "chuva forte com possibilidade de extravasamento de córrego".

O ideal, segundo Pastorello, é que o torpedo chegue com duas horas de antecedência. "Mas às vezes o vento muda a direção da chuva e acabamos enviando a mensagem quando já está chovendo no local", diz.

A dona de casa Neusa Maria de Campos, de 43 anos, moradora de Santo André, recebeu ontem um SMS uma hora antes da chuva. "Isso não impede a água de entrar na minha casa, mas pelo menos já fico de olho nas minhas coisas de mais valor para colocar em um lugar mais alto", diz ela, que mora na frente do Ribeirão dos Meninos, um afluente do Rio Tamanduateí.

Em São Mateus, na zona leste da capital, o técnico em telefonia Carlos Alberto Francino, de 50 anos, também recebe as mensagens. "Se estou na rua, dá tempo de correr para fechar tudo em casa", diz.

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