Mais dois bueiros têm problemas no centro

Fumaça na Paulista assustou quem passava pelo local; no Largo São Bento, houve curto-circuito

FELIPE TAU, GIO MENDES, O Estado de S.Paulo

23 Novembro 2011 | 03h03

Em menos de 15 horas, dois curtos-circuitos em galerias de concessionárias de serviços públicos provocaram susto em dois pontos da região central de São Paulo, ontem. O primeiro aconteceu no Largo São Bento, às 5h30, ao lado da estação de metrô, quando um bueiro pegou fogo em uma galeria por onde passam fibras óticas da empresa de telefonia Embratel.

Às 20h, na Avenida Paulista, houve curto-circuito na caixa de entrada da fiação da Eletropaulo para um prédio residencial. Saíram faíscas do bueiro e muita fumaça. Em ambos os casos, ninguém ficou ferido.

Os incidentes aconteceram três dias depois de a tampa de uma caixa subterrânea da AES Eletropaulo ir pelos ares com um curto-circuito em Santa Cecília, também na região central, no sábado. Em ambos os casos de ontem o Corpo de Bombeiros precisou ser acionado. Na Paulista, até o fim da noite de ontem, a Eletropaulo fazia reparos.

No Largo São Bento, as chamas foram controladas rapidamente por duas equipes dos bombeiros, mas até ontem à noite as responsabilidades e causas do acidente não haviam sido esclarecidas. Segundo a Embratel, não foi constatada explosão, mas curto-circuito nas redes de eletricidade da AES Eletropaulo, o que teria causado o estrondo e as labaredas.

A Eletropaulo, por sua vez, informou que não compartilha a rede com outras concessionárias e não tem responsabilidade no caso.

À tarde, a empresa abriu vala no piso para reparar o cabo rompido, mas interrompeu os reparos por causa de dois novos curtos-circuitos no local. Funcionário da empresa EGS, que prestava o serviço, se feriu sem gravidade. A Embratel afirmou que esperava por reparos da Eletropaulo para retomar os trabalhos, mas a concessionária negou.

O Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura de São Paulo (Crea) abriu processo para apurar responsabilidades. O incidente também será investigado pelo Ministério Público Estadual. "Com o histórico do Rio, não podemos esperar", disse o promotor de Justiça Maurício Ribeiro Lopes. / COLABOROU ADRIANA FERRAZ

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