Mais de 1 milhão são afetados pelo 2º dia da greve de ônibus na Grande SP

Cerca de 12 mil motoristas e cobradores estão parados desde quarta-feira; eles reivindicam aumento salarial e jornada de 40 horas semanais

Fabiana Marchezi e Ricardo Valota, do estadão.com.br

20 de maio de 2010 | 10h17

Cerca de 1,3 milhão de moradores de Guarulhos e Arujá, na Grande São Paulo, continuam sofrendo na manhã desta quinta-feira, 20, com a greve dos motoristas e cobradores, iniciada na quarta-feira, 19.

 

Cerca de 12 mil motoristas e cobradores das viações Vila Galvão, Guarulhos, Guarulhos Transportes, Transguarulhense, Viação Arujá e Transdutra, cruzaram os braços na quarta. À tarde, a Justiça concedeu uma liminar que obriga 30% da frota de ônibus a circular nesta quinta.

 

Nesta quinta, às 14 horas, a categoria tem uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) com os empresários. Às 16h, uma nova assembleia deve decidir os rumos da paralisação.

 

Enquanto os motoristas e cobradores estiverem parados, a Secretaria de Transportes de Guarulhos autorizou as lotações regulamentadas a operarem durante todo o dia, sem restrições. Os motoristas de táxis também foram liberados para transportar passageiros pelo sistema de lotação.

 

Segundo o Sindicato dos Condutores de Veículos Rodoviários e Trabalhadores em Transportes Urbanos, Metropolitanos e Intermunicipais de Guarulhos e Região (Sincoverg), a categoria reivindica aumento salarial de 14,10%, vale refeição de R$ 12, fim da dupla função (motorista e cobrador ao mesmo tempo, no caso dos micro-ônibus), 30 minutos de refeição remunerada, melhorias no convênio médico e cesta básica, além da jornada de 40 horas semanais. A data-base da categoria é 1º de maio.

 

As empresas de ônibus propuseram na contraproposta um reajuste salarial de 5,5% e a equiparação do salário do "motorista leve" (que exerce dupla função em micro-ônibus e ganha menos que um motorista de um veículo grande) ao do "motorista pleno" em até dois anos, que foi negada pelo entidade dos trabalhadores.

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