Mais de 1,5 mil presos indultados em SP tornam-se foragidos

Número é 1,1% superior às fugas de indulto de 2007; se forem recapturados, presos vão para o regime fechado

Elvis Pereira, estadao.com.br

07 Janeiro 2009 | 17h36

A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) anunciou nesta quarta-feira, 7, que 1.520 presos autorizados a passar o Natal e ano novo nas ruas não voltaram para o sistema prisional paulista. O número corresponde a 7,41% dos 20.514 indultados.   Veja também:  Mais de 18 mil presos recebem indulto de Natal em SP  Médico preso há 27 anos anuncia fuga da prisão   Os que desrespeitaram a data de retorno, a partir de agora, são considerados foragidos e, se forem recapturados, serão enviados para o regime fechado. No fim de 2007, dos 17.968 detentos beneficiados, 1.143 não regressaram para as prisões, o que equivale a 6,37% do total.   Um dos casos de indultados que não voltaram para a prisão é, no mínimo, curioso. O cirurgião plástico, escritor e presidiário Hosmany Ramos, de 61 anos, preso desde 1981, convocou jornalistas para anunciar que não voltaria do indulto de Natal. De acordo com a nota enviada a imprensa, ele afirmou estar "consciente do radicalismo de sua decisão", mas que faria isso para "denunciar a corrupção do sistema carcerário".   A provável fuga não seria a primeira. Nos 27 anos em que está preso, ganhou fama por suas escapadas mirabolantes. Seu maior feito foi fugir do Presídio de Segurança Máxima de Taubaté, o que poucos conseguiram. No Dia das Mães de 1996, Hosmany saiu do Instituto Penal Agrícola de Bauru e não voltou. Na época, disse que iria fazer um curso de explosivos no Exército Republicano Irlandês (IRA), na Irlanda do Norte. Um mês depois, foi baleado e preso em Campinas. Ele participara do sequestro do fazendeiro Ricardo Rennó, de Minas. Foi condenado a mais 30 anos.   Atualizado às 20h42 para acréscimo de informação

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