Mais 3 motoristas são assaltados na Marginal

Casos aconteceram um dia após arrastão no mesmo local, entre as Pontes do Morumbi e Ary Torres. Ladrões aproveitam engarrafamento para agir

Camilla Haddad, O Estado de S.Paulo

16 de junho de 2011 | 00h00

Mais assaltos foram registrados anteontem à noite na Marginal do Pinheiros, entre as Pontes do Morumbi e Ary Torres. Os alvos foram motoristas parados no congestionamento. Na última segunda-feira, às 19h30, sete pessoas haviam sido vítimas de ladrões que estouraram o vidro dos carros para furtar bolsas e objetos de valor. Anteontem, houve ao menos outros três casos, mas o número pode ser ainda maior, pois muitos não registram a ocorrência.

Ontem à noite, um motoboy morreu após ser baleado em uma tentativa de assalto na altura da Estação Berrini da Marginal do Pinheiros, no sentido Castelo Branco. Ele chegou a ser socorrido pela PM e levado ao Hospital Regional Sul, mas não resistiu. Ninguém foi preso. Balanço obtido pela reportagem mostra que desde o início de 2011, foram registradas 216 ocorrências de roubo e furto em interior de veículos em toda a Marginal.

Anteontem, uma das vítimas foi a analista de sistema Vania Silveira, de 31 anos. Ela conta que o ataque aconteceu ao parar no congestionamento. "Eu estava sozinha, com os vidros fechados, e vi uns meninos descendo de um mato. Foi o que me chamou a atenção, mas nem imaginei que vinham para o meu carro", diz. "Depois, um deles veio e bateu no vidro, tentei acelerar para fugir, mas o trânsito estava muito parado. Ele deu três pancadas no vidro e saiu correndo com a minha bolsa na mão."

A reportagem apurou que, naquela hora, um outro motorista foi assaltado no mesmo lugar e teve o celular e dinheiro roubados. Ontem, Vania foi a uma oficina no Morumbi e teve outra surpresa: uma mulher também estava no estabelecimento para resolver o mesmo problema. Ela havia sido vítima de um ataque no mesmo local do assalto a Vania e no mesmo horário.

Ontem, na Assembleia Legislativa, o secretário da Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto, comentou os arrastões. "É um desafio, pois é um crime de oportunidade que estamos tentando combater com policiamento mais ágil, de moto e com o apoio de helicópteros. Estamos com grande efetivo voltado para a solução dessa questão", disse.

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