'Maioria não tem coragem de denunciar'

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de processar o agressor mesmo sem queixa da vítima era esperada com expectativa pela farmacêutica Maria da Penha Maia Fernandes, de 60 anos, que vive em Fortaleza (CE).

Entrevista com

O Estado de S.Paulo

10 de fevereiro de 2012 | 03h02

A lei que protege mulheres e homens de violência leva o nome dela por causa da luta que Maria da Penha travou contra o ex-marido que a agrediu e a deixou paraplégica. Depois de 9 anos de processo, ele foi condenado a 8 anos de prisão - ficou 2 na cadeia.

O que a senhora achou do julgamento do STF?

Maravilhoso. Há muito tempo que deveria ter acontecido esse entendimento, pois a maioria das pessoas não tem coragem de denunciar a agressão dentro de casa, e o Estado tem de assumir esse papel.

Essa decisão vai diminuir a impunidade?

Claro. É um fator a mais que contribui para que não haja impunidade.

O entendimento vai ajudar a resguardar a vítima?

Sim, pois no momento em que a pessoa comete um crime, quer seja ameaça de morte ou outra agressão doméstica, a pessoa agredida fica resguardada com o afastamento do agressor ou uma possível prisão preventiva. / CARMEN POMPEU

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