Maioria não se preocupou com filas, mas em encher o tanque

Motoristas saíram percorrendo postos à procura de combustível, mesmo que fosse aditivado ou mais caro

O Estado de S.Paulo

07 Março 2012 | 03h07

Vila Madalena, Pinheiros, Perdizes, Sumaré, Jardins, região da Avenida Paulista, Penha, Anália Franco, Vila Maria, São Bernardo do Campo. Em todos os pontos da capital e Região Metropolitana houve relatos de motoristas que passaram em mais de um posto e encontraram bombas vazias. E nos que ainda restava algum tipo de combustível, as filas eram inevitáveis.

"Fui em quatro postos, minha mulher em dois. Esse é o primeiro que encontramos com opção de etanol ou gasolina", disse o comerciante Manoel Pini, 43 anos, em um posto na Marginal do Tietê, na manhã de ontem. Pini, como a maioria dos entrevistados, optou por encher o tanque "para garantir".

Atrás de uma fila de pelo menos mais oito carros em um posto da Avenida Salim Farah Maluf, na zona leste da cidade, o representante comercial Valter Pigozzi reclamava de perder "tempo e dinheiro" estando ali. "Não adianta sair da fila porque não vou conseguir combustível em outro lugar. Vou esperar e encher logo o tanque", disse.

"É um absurdo querer resolver um problema fechando a Marginal para os caminhões, sem dar alternativa. É o que dá a Prefeitura querer resolver as coisas sem consultar os outros, sem consenso", opina Pigozzi.

Mesmo tendo de optar pela gasolina aditivada e mais cara - a comum acabou no posto do qual é cliente na Rua Diana, em Perdizes -, a representante comercial Maria Cecília Lima, de 51 anos, concorda com a restrição da Prefeitura. "Nas maiores cidades do mundo você não vê o trânsito de caminhões que vê aqui. O melhor horário para eles andarem é de madrugada mesmo."

Táxi. O taxista Nei Moura, que trabalha em um ponto entre as Ruas Cardeal Arcoverde e Fradique Coutinho, na zona oeste, teve de correr para abastecer. "Não posso ficar um dia sem colocar combustível porque tenho cliente com hora marcada. Imagina se eu ficar com o tanque vazio? Hoje passei em vários postos da Vila Madalena e nada. No fim, encontrei um caríssimo em Pinheiros e ainda fiquei uma hora na fila." /N.C.

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