Maioria dos terrenos e prédios fica em áreas nobres da capital

Metade das negociações já havia sido autorizada na gestão Marta Suplicy. Para a Prefeitura, locais são subutilizados

Rodrigo Burgarelli, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2011 | 00h00

A maioria dos imóveis da lista de vendas de Gilberto Kassab (PSD) fica em bairros nobres da capital, como Vila Clementino, Jardim Lusitânia e Itaim-Bibi, na zona sul. Grande parte é de terrenos remanescentes de desapropriações passadas, que ficaram sem utilidade por décadas, além de estacionamentos e órgãos administrativos que a Prefeitura acredita estarem subutilizados.

Fazem parte desse rol, por exemplo, dois terrenos na Rua Pedro de Toledo, na Vila Clementino. Em um deles hoje funciona um estacionamento da Secretaria de Saúde. Já o outro fica completamente vazio e trancado. A Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp) estima que os dois juntos possam valer cerca de R$ 15 milhões, por causa da valorização da região e da possibilidade de serem construídos ali altos prédios.

Também fazem parte da lista um terreno de 573 m² no Jardim Lusitânia, a poucos quarteirões do Parque do Ibirapuera, outro na Avenida Juscelino Kubitschek, na zona sul, e os prédios onde funcionam as Subprefeituras de Vila Maria/Vila Guilherme e Pinheiros, além de imóveis na Bela Vista e na Consolação, na região central.

Todos já têm autorização da Câmara para alienação - a venda havia sido aprovada na gestão Marta Suplicy (PT), mas a licitação parou quando José Serra (PSDB) assumiu a Prefeitura.

Galpões. Entre os dez outros terrenos que ainda esperam por autorização estão depósitos municipais subutilizados, duas usinas de asfalto que serão desativadas - uma na Barra Funda e outra em Santo Amaro, perto de áreas valorizadas como Marginal do Pinheiros e Chácara Santo Antônio - e até um viveiro de flores na Mooca. Esses imóveis são parte de levantamento mais recente.

Também está à venda um antigo pátio de 11 mil m² da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) no Pari e dois terrenos na Marginal do Tietê. Todos os imóveis estão sendo avaliados pela Prefeitura, que ainda elabora projetos de lei e editais de licitação para a venda. A previsão é que a Câmara Municipal receba os documentos nos próximos dias.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.