Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

Maioria que apoia aumento de velocidade usa carro quase todo dia

54% dos que concordam com elevação de limite nas Marginais raramente andam de ônibus, são homens, têm entre 45 e 54 anos e possuem ensino superior

Juliana Diógenes, O Estado de S.Paulo

24 Janeiro 2017 | 10h00
Atualizado 24 Janeiro 2017 | 23h32

Pesquisa Ibope encomendada pela Rede Nossa São Paulo e divulgada nesta terça-feira, 24, mostra que a decisão de aumentar as velocidades máximas permitidas nas Marginais do Tietê e do Pinheiros é aprovada por 54% dos paulistanos. Os principais apoiadores da medida raramente usam ônibus, são homens, têm entre 45 e 54 anos e cursaram o ensino superior. Entre os contrários (41%), destacam-se os que raramente usam automóveis, as mulheres e as pessoas que têm 55 anos ou mais. Os outros 5% não sabem ou não responderam.

Na análise das respostas por região da cidade, a pesquisa aponta que a maior taxa de aprovação está na zona oeste da capital, onde 65% se dizem favoráveis ao programa lançado hoje pela gestão João Doria (PSDB). Na contramão, nos extremos sul e leste, o “não” ganha por um ponto porcentual.

“A pesquisa mostra que a maioria da população é favorável. Apesar disso, gostaria de ressaltar que a posição da Nossa São Paulo é contrária a essa medida. Em todo o mundo, a redução de velocidade tem causado queda de acidentes”, afirma o coordenador-geral da Rede Nossa São Paulo, Oded Grajew. Em 2015, pesquisa semelhante mostrou que 53% reprovavam a redução.

Posição semelhante tem a administradora Yumi Hirai, de 37 anos. “É um retrocesso. Os acidentes diminuíram e a fluidez melhorou na cidade”, reclama. Para o manobrista Alfeu de Jesus Santos, de 42 anos, manter a via a 50 km/h “é muito pouco”. Ele defende a alteração. “A 90 km/h não vai mudar nada (em relação a acidentes).”

Mas mesmo entre os que aprovam há cautela. “Acho que deveria aumentar na via expressa, mas manter na local para evitar acidentes. Vai dar confusão e muita gente vai errar as velocidades no começo. Tem de ser bem divulgado e explicado”, diz o técnico de informática Igor Amaral, de 34 anos. 

Assim como ele, o executivo comercial Guilherme Santos, de 27, também defende limites menores nas pistas locais, mas pondera: “Acidente acontece em qualquer lugar, independentemente de velocidade”. / COLABORARAM ADRIANA FERRAZ E LUIZ FERNANDO TOLEDO

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