Maioria dos casos acaba arquivada

Cenário: Bruno Paes Manso

O Estado de S.Paulo

10 Outubro 2012 | 03h06

Em 2006, os ataques do Primeiro Comando da Capital que mataram autoridades da segurança provocaram forte reação policial. Morreram 493 pessoas em oito dias. Apesar das fortes suspeitas de vingança da PM em parte dos casos, o grosso dos processos foi arquivado.

Em julho deste ano, em Osasco, oito pessoas morreram dois dias depois do atentado a um soldado que acabou sobrevivendo. Duas semanas mais tarde, seis pessoas foram executadas em Guarulhos após um policial das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) levar um tiro. Moradores disseram que os PMs da Rota passaram na região, ordenando toque de recolher. Parte dos assassinatos ocorreu a 200 metros do atentado. Até agora, os casos não foram esclarecidos.

As 25 mortes ocorridas na Baixada Santista e na região de Taboão da Serra nesta semana, depois de atentados a PMs, tornam mais difícil às autoridades negar a existência de uma guerra não declarada entre PMs e PCC.

O governo tem agora de enfrentar o desafio de manter a calma da tropa e usar a inteligência no combate ao crime. Afinal, o ódio por parte dos bandidos é até compreensível. Inaceitável é quando a PM parece querer reagir na mesma moeda. A reação homicida da corporação aumenta o crime e os homicídios, piorando uma situação que já está ruim.

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